Gosto de ouvir o caminhão de lixo trabalhando a noite. Percebi que a percepção de que havia homens trabalhando na noite, limpando a nossa sugeira, enquanto eu já me deitava era algo que me dava prazer, quando a cidade se acalmava, nosso lixo era recolhido.
Terapia, massagem e sauna. Esta tem sido a medicação da minha dor. Estou melhor, bem melhor. E aliviada, achei que tinha me quebrado de vez. Mas não, ainda não.
Escuto música dos anos 80, e me transporto para um tempo quando eu jamais poderia imaginar a mulher na qual me tornaria. Alguém marcada por uma tragédia que nunca poderia se desfazer. Não sei se penso no David todos os dias, talvez não. Mas mais que isso, ele existe em mim como se tivesse alugado pra sempre um espaço dentro de mim, como se por vezes usasse meu corpo para se-lo em mim. Minha relação coms os Estados Unidos é algo que nem sei explicar. De tudo, e apesar de tudo, ainda me sinto mais americana do que qualquer outra coisa. Meu irmão quando aqui esteve escutava Globo News todos os dias, eu mantenho meu canal ligado na CNN.
Penso no livro que um dia escreverei. Mas não sei.
sexta-feira, setembro 07, 2018
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário