Flipping out
Ontem fiquei agoniada quando tentávamos conversar pelo celular em em meio a uma mulher, ou seria homem? que desafiava todas as leis da física ao caminhar pelas rua pedreguentas de Paraty com uma perna de pau enorme, enquanto as zinhas com que estou me diziam que meu café ia esfriar e você me perguntava, lá de longe, se eu te amava.
Me deu vontade de voltar antes só pra poder ter a disponibilidade que te achei necessária, só pra poder falar ao telefone com você e tentar te passar um pouco de calma, porque tenho te sentido nervoso nos últimos dias. Mas você com voz prudente me disse: Curta muito as tuas amigas, curta Paraty e a Flip porque sabe-se lá quando você poderá fazer isso novamente. É verdade. Sabe-se lá.
Hoje te perguntei se você tinha 100% de certeza do que estava fazendo. Você disse que não, e fez uma pausa mortal, na qual poderia ter se transformado no momento da minha morte tivesse um facão próximo do meu pescoço e tivesse você se demorado mais 10 segundos para me dizer: Tenho 1 milhão por cento de certeza, baby.

