segunda-feira, setembro 25, 2017

A boa agora é LISBOA!

Quanta coisa aconteceu desde o meu último post! Aquela cólica que meu médico disse que poderia ser uma verticulite causada por caroço de tomate se revelou um apendicite supurada que quase me levou de vez. Foi o maior sufoco mas com final feliz. Eu sobrevivi. E não apenas sobrevivi como um mês depois dei o maior festão dançante para comemorar meus 50 aninhos, dos quais me orgulho MUITO, seguido da tão esperada viagem para Lisboa. No dia 4 de julho, dia da independência americana, eu me resumia a cinco malas, duas cadelas e uma filha. Essa era eu. E foi essa qua saiu do Rio de Janeiro nesse dia rumo a uma nova vida, de novo.

No dia 5 de julho chegamos a Lisboa e desde então venho jurando a mim, e a todos, que vou escrever sobre essa nova experiência, que vou escrever sobre mim, que vou escrever sobre qualquer coisa mas que sim, vou escrever.

E em menos de três meses que por cá estou a viver (ah sim, tem isso...o Português continental começa a se emaranhar com a minha carioquice...) eu comprei um carro, transplantei a vida que viva no Leblon para essa que agora vivo em Lisboa, e estou fechando a compra de um apartamento lindinho em Penha de França, um bairro central, histórico e tradicional de Lisboa onde os prédios quase todos ficariam felizes cem receber uma demão de tinta.

E o o meu deslumbramento, e os de outrem, com a vida que aqui levamos, é imenso. Deslumbramento pelas coisas simples da vida que foram tomadas de nós. Coisas do tipo dirigir com a janela aberta ou caminhar pela rua de noite, no escuro, na viela deserta, são coisas que me emocionam e me entristecem ao mesmo tempo. Meu Deus, que vida roubada vivíamos nós, que aprisionamento...o medo constante e o pavor do sobressalto.

Nos fins de semana ficava a seguir a minha filha pela cidade. Maribel, chegou na casa da Fernanda? Maribel, me avise quando sair daí. Maribel, me passa as informações do Uber, me copia o mapa, me liga, me chama, me manda mensagem, me diz que você está viva, a cada novos 10 minutos.

Na primeira noite que Maribel saiu com os novos amigos em Lisboa ela me mandou uma mensagem as 4 da manhã perguntando a que horas deveria voltar para casa. Eu só vi a mensagem no dia seguinte porque as 4 da manhã eu dormia uma sono que há muito já não me era mais possível.

To be continued...


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