-/profile/016988792876050828744
2007-01-16T19:17:33.749-02:00
Eu
nao nasci pra trabalho..
Pessoal, arrumei
um emprego!! Isso mesmo, eu devo estar louca de pedra porque vou, finalmente,
trabalhar! Vocês devem pensar que eu vivo de brisa..mas não é bem assim não. Eu
escrevo. Claro que o dinheiro não vem desse blog (mas bem que vocês podiam
fazer um depósito de vez em quando na minha conta do BB..Big Brother Banco do
Brasil, hein???). Escrevo sobre ciência. E até que gosto. E agora, vejam
só..arrumei um emprego que é tudo de bom. Ou será que foi o emprego que me
arrumou? O fato é que pelo andar da carruagem eu vou me mudar do Posto 6 e vou
ir morar em Itaipava, ou Araras, ou Petrópolis, ou qualquer coisa do genero, lá
na serra, lá em cima. Droga! Não trouxe todos os meus casacos dos EUA, achei
que seriam de pouca valia no Posto 6.
E o tal do emprego até inclui umas idas para NY, de vez em quando. E tem toda a flexibilidade e vou poder continuar com o plano de dar aula pra adolescente. Vou fazer dos meus alunos editores da Wikipedia em português. Vou botar todo mundo pra escrever textos, em português, sobre DNA e genética. Vocês sabiam que tem menos texto em português na Wikipedia do que em holandes? Ou italiano? Ou francês? E veja bem que conta qualquer texto em qualquer formato português, seja brasileiro ou lusitano ou angolano. Falei que ia dar um curso diferente. Vou fazer com que os alunos cabeça contribuam para o conhecimento universal e participem desse fenômeno que é a colaboração em massa. Ou vocês pensam que o que eu faço aqui é o que? Vocês, ao lerem as minhas linhas, colaboram para a minha existência, e eu, ao proporcionar uma outra vida que não a de vocês, atuo, talvez, no imaginário de cada um. Estamos em pleno projeto de vida do melhor estilo wikipedia. E que a minha, a sua e as nossas vidas se entrelacem de tal forma que já não poderemos mais saber onde termina a minha virgula e começa o seu ponto. Ponto. Dois pontos..
E o tal do emprego até inclui umas idas para NY, de vez em quando. E tem toda a flexibilidade e vou poder continuar com o plano de dar aula pra adolescente. Vou fazer dos meus alunos editores da Wikipedia em português. Vou botar todo mundo pra escrever textos, em português, sobre DNA e genética. Vocês sabiam que tem menos texto em português na Wikipedia do que em holandes? Ou italiano? Ou francês? E veja bem que conta qualquer texto em qualquer formato português, seja brasileiro ou lusitano ou angolano. Falei que ia dar um curso diferente. Vou fazer com que os alunos cabeça contribuam para o conhecimento universal e participem desse fenômeno que é a colaboração em massa. Ou vocês pensam que o que eu faço aqui é o que? Vocês, ao lerem as minhas linhas, colaboram para a minha existência, e eu, ao proporcionar uma outra vida que não a de vocês, atuo, talvez, no imaginário de cada um. Estamos em pleno projeto de vida do melhor estilo wikipedia. E que a minha, a sua e as nossas vidas se entrelacem de tal forma que já não poderemos mais saber onde termina a minha virgula e começa o seu ponto. Ponto. Dois pontos..
-/profile/016988792876050828743
2007-01-14T18:01:13.490-02:00
Nossa!
Aconteceu hoje o
que eu há muito temia. Descia eu e meus filhos pelas pedrinhas que levam á
Praia do Diabo, também conhecida como a Praia da Cachorrada e eis que Bebel sai
correndo e desta vez, para surpresa de todos os presentes, pega o pombo na
boca! O bobão tava lá dando mole, vivendo vida de lindo e quando menos
esperava, vapt! Foi a maior gritaria. Bebel, minha filha, solta isso! Os
banhistas tomaram um susto, não sei se com Bebel e o ex-pombo ou se com o meu
berro. Pronto, menos um pombo no planeta, que foi enterrado ali mesmo, com as
cerimônias que lhe couberam e com a benção de Iemanjá e todos os orixás.
Moby e Bebel foram convidados por uma produtora da Bandeirantes para fazer uma cena de uma novela. Primeiro eu disse que sim, claro! mas depois pensei melhor e acho que vou dar pra trás (como assim-dar pra trás?). Não sei se vai ser legal pra cabeça deles, entende? Não, nada disso. É só que o tipo de coisa que querem que eles façam eu já sei que não vai ficar bom e vai ser a maior perda de tempo. Querem usar os meus filhos pra correr atrás de escravo e Bebel, com a cara carente que tem e Moby, com a expressão mais sapeca que um cão pode ter ficarão simplesmente rídiculos. Não vai rolar não.
Ha, a vida na Cidade Maravilhosa pra quem tá deslumbrada é uma benção! E como tem gente bonita aqui! Outro dia eu tava na Casa e Vídeo, que pra minha surpresa não vende video (sabia disso?) e tava com um vestidinho decotada, e tava com os peitos em destaque quando me passa um rapaz de seus 30 anos, simplesmente lindo, dá uma boa olhada pro decote e solta um desavergonhado e delicioso NOSSA!!! A-D-O-R-E-I! Dei um risinho tímido que ele não viu e segui os meus passos dizendo baixinho..Nossa digo eu!
O Prosa e Verso do Globo tá com um concurso de contos cujo tema é o mar. E o mar tem o meu nome. Quem sabe escrevo alguma coisa que preste?
Moby e Bebel foram convidados por uma produtora da Bandeirantes para fazer uma cena de uma novela. Primeiro eu disse que sim, claro! mas depois pensei melhor e acho que vou dar pra trás (como assim-dar pra trás?). Não sei se vai ser legal pra cabeça deles, entende? Não, nada disso. É só que o tipo de coisa que querem que eles façam eu já sei que não vai ficar bom e vai ser a maior perda de tempo. Querem usar os meus filhos pra correr atrás de escravo e Bebel, com a cara carente que tem e Moby, com a expressão mais sapeca que um cão pode ter ficarão simplesmente rídiculos. Não vai rolar não.
Ha, a vida na Cidade Maravilhosa pra quem tá deslumbrada é uma benção! E como tem gente bonita aqui! Outro dia eu tava na Casa e Vídeo, que pra minha surpresa não vende video (sabia disso?) e tava com um vestidinho decotada, e tava com os peitos em destaque quando me passa um rapaz de seus 30 anos, simplesmente lindo, dá uma boa olhada pro decote e solta um desavergonhado e delicioso NOSSA!!! A-D-O-R-E-I! Dei um risinho tímido que ele não viu e segui os meus passos dizendo baixinho..Nossa digo eu!
O Prosa e Verso do Globo tá com um concurso de contos cujo tema é o mar. E o mar tem o meu nome. Quem sabe escrevo alguma coisa que preste?
-/profile/016988792876050828743
2007-01-12T08:08:55.485-02:00
Olha
eu ai...

Saiu o resultado oficial da corrida do domingo. Eu corri 47.05 e fiquei em 31 da minha categoria. Maio Manero!!!
Mais mais tarde,
-/profile/016988792876050828746
2007-01-11T23:07:36.167-02:00
Exculpa
Preciso
re-aprender a falar desculpa. Na hora H, quando o esbarrão no corredor apertado
do Supermercado Zona Sul acontece, me sai uma coisa que é uma mistura entre
excuse e desculpa, e que soa como exculpa. Horrível! Eu que já ando que nem
maluca-garota-cabeção, com os cabelos que não acreditam na total falta de esmo,
e com um chinelo Havaiana que mostram dedos que só faltam sorrir, fico ainda
com mais cara de doida. Sou uma doida feliz que compra um pãozinho quentinho,
que só de pensar na manteiga se derretendo em sua metade já me dá
arrepios.
Adorei a coluna da Cora no Globo de hoje sobre a viagem à Las Vegas para a tal super- feira de tecnologia. Diz ela que só um louco pode querer ir aos EUA nestes tempos, e diz também outras coisas mais que me fizeram deleitar, deitada ao sol nas areias do Posto 6, com o jornal aberto, um matê Leão e um biscoito Globo do lado e aquele mar enorme a me paquerar. Acho que estou totalmente deslumbrada. Veja bem, claro que o Rio é lindo, mas desconfio que o meu real deslumbramento é comigo mesma, é com esse meu achar depois de passar tantos anos perdida por entre preposições mal colocadas e artigos equivocados. Passei tempo demais massacrando e torturando a minha pobre língua e obrigando-a a emitir sons que ela não queria. Deixei a pobrezinha, por muitas vezes, na eminência de tantos frustrantes th, ou de outra proparoxítona inexistente. Ai essa língua minha, que é minha, é de Clarice, é de tantos outros.
Bebel tá com conjuntivite. Levei ela na Dra Rita ontem. Deleite total. Carinho. Vida.
Mas é claro que essa vida de linda que eu to levando vai acabar. Preciso tomar vergonha e trabalhar.
Ha, mas quero mais é me deleitar...Amanhã vou ao Detran para uma consulta que foi marcada pela internet e tudo mais. Até agora deu show de bola em relação ao “detran” americano. Vamos ver amanhã. Se o atendente sorrir pra mim... já ganhou, já ganhou, já ganhou..Tô uma boba deslumbrada. Tô feliz. Why did it take me so long?
Adorei a coluna da Cora no Globo de hoje sobre a viagem à Las Vegas para a tal super- feira de tecnologia. Diz ela que só um louco pode querer ir aos EUA nestes tempos, e diz também outras coisas mais que me fizeram deleitar, deitada ao sol nas areias do Posto 6, com o jornal aberto, um matê Leão e um biscoito Globo do lado e aquele mar enorme a me paquerar. Acho que estou totalmente deslumbrada. Veja bem, claro que o Rio é lindo, mas desconfio que o meu real deslumbramento é comigo mesma, é com esse meu achar depois de passar tantos anos perdida por entre preposições mal colocadas e artigos equivocados. Passei tempo demais massacrando e torturando a minha pobre língua e obrigando-a a emitir sons que ela não queria. Deixei a pobrezinha, por muitas vezes, na eminência de tantos frustrantes th, ou de outra proparoxítona inexistente. Ai essa língua minha, que é minha, é de Clarice, é de tantos outros.
Bebel tá com conjuntivite. Levei ela na Dra Rita ontem. Deleite total. Carinho. Vida.
Mas é claro que essa vida de linda que eu to levando vai acabar. Preciso tomar vergonha e trabalhar.
Ha, mas quero mais é me deleitar...Amanhã vou ao Detran para uma consulta que foi marcada pela internet e tudo mais. Até agora deu show de bola em relação ao “detran” americano. Vamos ver amanhã. Se o atendente sorrir pra mim... já ganhou, já ganhou, já ganhou..Tô uma boba deslumbrada. Tô feliz. Why did it take me so long?
-/profile/016988792876050828743
2007-01-09T23:15:30.888-02:00
O
varal imaginario...
Agora a pouco
descobri porque, nestes últimos anos, eu ficava apreensiva quando começava a
chover e eu não estava em casa. É porque durante alguns anos, anos que
antescederam a minha aventura americana, a possibilidade de ter alguma roupa,
em algum varal, quando a chuva começava a cair, era grande. Tava agora no
telefone quando ao ouvir a anunciação das primeiras gotículas, dei um pulo pra
tirar correndo as roupas do varal. Então era essa a origem da apreensão..a
possibilidade de molhar roupas que só conheciam o rodar da máquina de secar e que
nunca dantes haviam curtido uma tarde balaçando ao vento ou tostando ao sol.
Era o varal que vivia no meu imaginário que me fazia apreensiva quando a chuva,
lá em terras que não eram minhas, começava a cair. Pois hoje, aqui, em terras
que são mais minhas do que ninguém, a chuva cai. E hoje, eu salvei-as do
afogamento, ou talvez de uma gripe.
Estou radiante. Meu irmão disse que pareço uma criança. Acho que mais do que tudo, eu pareço eu. Gosto de ouvir o ti-ti-ti ao fundo de uma Copacabana que dorme sim, mas que ronca alto. Gosto de ouvir a Globo ao fundo, alguém ao telefone, o cachorro latindo, a porta fechando, o rádio falando, e eu teclando, teclando. Gosto de me certificar que ao meu redor há vida, há pessoas. Não quero nunca mais viver o silêncio opressor daquela terra onde todos os vizinhos são invisíveis, onde as cidades são fantasmas, onde as televisões são mudas e onde o parquímetro é que determina quanto tempo eu posso ficar, ou quanto tempo o outro tem pra me contar, me ver, me falar. Quantas vezes, no meio do chá da tarde, não ficávamos apreensivas, eu e Shi-shi, a contar os minutos que tínhamos antes que a patrulinha lhe colasse uma multa por estar comigo, assim, em pleno dia de semana, por mais de duas horas? Me visitar, durante a semana, por mais de 2 horas, era crime!
Ontem fui visitar meu irmão, que tem uma livraria pra lá de moderninha no centro do Rio. Fui de carro. Cheguei num estacionamento próximo a loja e entregeui a chave á "chefia". Fiquei 15 minutos e depois me fui. O carro estava no mesmo lugar e ao invés de multa recebi um sorriso e um "muito obrigada madame". Quem reclama de flanelinha é porque não conhece o parquímetro e sua terrível e maldosa precisão suiça.
Eu tô preferindo morer de susto, de bala, ou vício, se assim tiver que ser..mas pasmaceira nunca mais.
Estou radiante. Meu irmão disse que pareço uma criança. Acho que mais do que tudo, eu pareço eu. Gosto de ouvir o ti-ti-ti ao fundo de uma Copacabana que dorme sim, mas que ronca alto. Gosto de ouvir a Globo ao fundo, alguém ao telefone, o cachorro latindo, a porta fechando, o rádio falando, e eu teclando, teclando. Gosto de me certificar que ao meu redor há vida, há pessoas. Não quero nunca mais viver o silêncio opressor daquela terra onde todos os vizinhos são invisíveis, onde as cidades são fantasmas, onde as televisões são mudas e onde o parquímetro é que determina quanto tempo eu posso ficar, ou quanto tempo o outro tem pra me contar, me ver, me falar. Quantas vezes, no meio do chá da tarde, não ficávamos apreensivas, eu e Shi-shi, a contar os minutos que tínhamos antes que a patrulinha lhe colasse uma multa por estar comigo, assim, em pleno dia de semana, por mais de duas horas? Me visitar, durante a semana, por mais de 2 horas, era crime!
Ontem fui visitar meu irmão, que tem uma livraria pra lá de moderninha no centro do Rio. Fui de carro. Cheguei num estacionamento próximo a loja e entregeui a chave á "chefia". Fiquei 15 minutos e depois me fui. O carro estava no mesmo lugar e ao invés de multa recebi um sorriso e um "muito obrigada madame". Quem reclama de flanelinha é porque não conhece o parquímetro e sua terrível e maldosa precisão suiça.
Eu tô preferindo morer de susto, de bala, ou vício, se assim tiver que ser..mas pasmaceira nunca mais.
-/profile/016988792876050828745
2007-01-08T08:50:58.570-02:00
Calma
pessoal que o Brasil e nosso!
Primeiro quero
esclarescer que o blog não permite a colocação de acentos no título do post. E
dito isso, vou ao relato do fim de semana..
O homem bate na minha porta às 4 da tarde de sexta-feira, e tem com ele duas malas gigantescas. Quase cai pra trás quando abri a porta do elevador, primeiro por vê-lo na minha frente em pleno Rio de Janeiro e depois por ver as malas. Em seguida entrou. Perguntei se ele estava "moving in". Disse que eu havia convidado. Havia convidado para um passeio na orla de Copcabana..não para moving in. Pensei..mas não disse. Ainda.
Fomos tomar uma caipirinha. Falamos da cena inusitada que víviamos, falamos do passado, falou-me do presente sempre conturbado, falou-me do filho, da mãe do filho, da mãe da mãe do filho.
Falei do Rio e do meu total deslumbramento por estar de volta, falei do calor, do meu irmão, dos meus amigos e da minha cidade. Ele ficava me olhada, dzia que eu estava completamnete diferente. Eu então confessei. Fiz plástica! Ele disse que não era a plástica, que era algo mais. Do algo mais que fiz eu não tive coragem de contar. Poucos sabem desse segredinho tolo de menina carioca vaidosa. E se é segredinho não convém contá-lo no blog. Que assim permaneça.
No sábado fomos ao cinema ver Miss Little Sunshine. Nunca uma viagem numa Kombi velha poderia ter sido tão "healing". E healing pra mim também pelo visto. Há estas alturas eu já havia entendido que daquela paixão avassaladora havia sobrado apenas um carinho. Claro que isso só veio depois da minha fase mais recente de raiva total dele onde eu lhe dizia as maiores barbaridades ao telefone e ele respondia que eu o estava matando pouco a pouco com polônio na veia. Acho que foram as doses massivas de polônio na veia que me indicaram o caminho para a liberdade.
E já ontem a tarde eu me sentia completamente diferente em relação a ele, e já falava dos meus projetos, dos meus sonhos e já achava que meu apezinho no Posto 6 era pequeno demais para abrigá-lo por mais de dois dias.
Hoje, domingo, participamos da corrida Leblon-Leme. Foram 8 Kms por mim percorridos em 48 minutos e achei que ele não seria capaz de completar, já que não tem corrido e está muito acima do peso. Engâno meu. Dez minutos após a minha chegada ele também chegou, mas já botando os bofes pra fora, desidratado, com dor, e suando como um porco. Ele chegou como um louco fugido do manicômio.
E então, depois de irmos a praia com os cachorros, depois de Bebel paralisar os banhistas da Praia do Diabo com demonstrações de cenas explícitas de caça as pombas do tipo National Geographic, ele voltou para casa para descançar. E eu permaneci na praia. Tava mais interessada em bater-papo com o dog-walker. Aquele mesmo, lembra?
Já em casa, já todos de banho tomados, bikini e sunga virados ao avesso, cachorros molhados e exaustos, ele fez as malas. E pro Marina se foi. No final um beijo no rosto carinhoso de quem lhe deseja tudo de bom.
E me deixe ir porque eu tenho pressa, muita pressa. E muitas, muitíssimas outras coisas me interessam.
O homem bate na minha porta às 4 da tarde de sexta-feira, e tem com ele duas malas gigantescas. Quase cai pra trás quando abri a porta do elevador, primeiro por vê-lo na minha frente em pleno Rio de Janeiro e depois por ver as malas. Em seguida entrou. Perguntei se ele estava "moving in". Disse que eu havia convidado. Havia convidado para um passeio na orla de Copcabana..não para moving in. Pensei..mas não disse. Ainda.
Fomos tomar uma caipirinha. Falamos da cena inusitada que víviamos, falamos do passado, falou-me do presente sempre conturbado, falou-me do filho, da mãe do filho, da mãe da mãe do filho.
Falei do Rio e do meu total deslumbramento por estar de volta, falei do calor, do meu irmão, dos meus amigos e da minha cidade. Ele ficava me olhada, dzia que eu estava completamnete diferente. Eu então confessei. Fiz plástica! Ele disse que não era a plástica, que era algo mais. Do algo mais que fiz eu não tive coragem de contar. Poucos sabem desse segredinho tolo de menina carioca vaidosa. E se é segredinho não convém contá-lo no blog. Que assim permaneça.
No sábado fomos ao cinema ver Miss Little Sunshine. Nunca uma viagem numa Kombi velha poderia ter sido tão "healing". E healing pra mim também pelo visto. Há estas alturas eu já havia entendido que daquela paixão avassaladora havia sobrado apenas um carinho. Claro que isso só veio depois da minha fase mais recente de raiva total dele onde eu lhe dizia as maiores barbaridades ao telefone e ele respondia que eu o estava matando pouco a pouco com polônio na veia. Acho que foram as doses massivas de polônio na veia que me indicaram o caminho para a liberdade.
E já ontem a tarde eu me sentia completamente diferente em relação a ele, e já falava dos meus projetos, dos meus sonhos e já achava que meu apezinho no Posto 6 era pequeno demais para abrigá-lo por mais de dois dias.
Hoje, domingo, participamos da corrida Leblon-Leme. Foram 8 Kms por mim percorridos em 48 minutos e achei que ele não seria capaz de completar, já que não tem corrido e está muito acima do peso. Engâno meu. Dez minutos após a minha chegada ele também chegou, mas já botando os bofes pra fora, desidratado, com dor, e suando como um porco. Ele chegou como um louco fugido do manicômio.
E então, depois de irmos a praia com os cachorros, depois de Bebel paralisar os banhistas da Praia do Diabo com demonstrações de cenas explícitas de caça as pombas do tipo National Geographic, ele voltou para casa para descançar. E eu permaneci na praia. Tava mais interessada em bater-papo com o dog-walker. Aquele mesmo, lembra?
Já em casa, já todos de banho tomados, bikini e sunga virados ao avesso, cachorros molhados e exaustos, ele fez as malas. E pro Marina se foi. No final um beijo no rosto carinhoso de quem lhe deseja tudo de bom.
E me deixe ir porque eu tenho pressa, muita pressa. E muitas, muitíssimas outras coisas me interessam.
-/profile/016988792876050828744
2007-01-05T13:14:28.168-02:00
Ele
disse que ta vindo pra ca..ele mesmo..
Ao receber este
email, Shi-shi prontamente deu o reply, que diz assim:
NÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!
SAIA DE CASA, FUJA, VÁ PARA A IGREJA E REZE, TOME BANHO DE MAR GELADO, VÁ PARA O SHOPPING, PRO APARTAMENTO DO SEU IRMÃO, SE REFUGIE EM ALGUMA EMBAIXADA, SE ESCONDA NO APARTAMENTO DA VIZINHA. SEI LÁ, SÓ SEI QUE VOCE JÁ ESTÁ LIVRE DESSE HOMEM E NÃO PODE RETROCEDER, EM TODOS OS SENTIDOS QUE ESSA PALAVRA TENHA.
PELAMORDEDEUS, SIGA ESSA SUA HUMILDEMENTE SÁBIA AMIGA!!! NÃO CEDA ÀS SUAS PRÓPRIAS TENTAÇÕES, POIS NESSE CASO, PODE LEVAR VÁRIOS MESES E VÔMITOS PRA VOLTAR AO TEU EIXO NOVAMENTE. FUJA MESMO, CORRA. PRONTO, BOTA SEU TENIS, SEU IPOD E CORRA FEITO LOUCA, COMO NUNCA CORREU ANTES.
E eu cntinuo aqui..sentada na frente desse computador..olhando pro relógio..so silly..Time goes by..so silly..
NÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!
SAIA DE CASA, FUJA, VÁ PARA A IGREJA E REZE, TOME BANHO DE MAR GELADO, VÁ PARA O SHOPPING, PRO APARTAMENTO DO SEU IRMÃO, SE REFUGIE EM ALGUMA EMBAIXADA, SE ESCONDA NO APARTAMENTO DA VIZINHA. SEI LÁ, SÓ SEI QUE VOCE JÁ ESTÁ LIVRE DESSE HOMEM E NÃO PODE RETROCEDER, EM TODOS OS SENTIDOS QUE ESSA PALAVRA TENHA.
PELAMORDEDEUS, SIGA ESSA SUA HUMILDEMENTE SÁBIA AMIGA!!! NÃO CEDA ÀS SUAS PRÓPRIAS TENTAÇÕES, POIS NESSE CASO, PODE LEVAR VÁRIOS MESES E VÔMITOS PRA VOLTAR AO TEU EIXO NOVAMENTE. FUJA MESMO, CORRA. PRONTO, BOTA SEU TENIS, SEU IPOD E CORRA FEITO LOUCA, COMO NUNCA CORREU ANTES.
E eu cntinuo aqui..sentada na frente desse computador..olhando pro relógio..so silly..Time goes by..so silly..
-/profile/016988792876050828742
2007-01-04T23:16:47.427-02:00
Enquanto
isso...no Posto 6...
Tá uma noite tão
gostosa no Posto 6! Uma brisa, uma coisa de
louco e eu tô tomando uma cerveja e é Brahma. E eu fui
no Shopping Rio Sul e comprei uma Nha Benta na
Kompenhagem, e eu desembrulhei a Nha Benta, e tirei a
casquinha de chocolate com a ponta da língua e caí de
boca no marshmellow. Foi gostoso. Saí andando pelo shopping com a boca meio grudenta, meio melada, meio branquinha nos cantos, mas muito mais que meio feliz. Tô virando uma quarentona gatinha. Me olharam. Me cantaram. Até já disseram que meu umbigo é gostosão. Tô viva.
Hoje quando chegamos no parque os cachorros saíram correndo felizes. O reconhecimento foi imediato. Estavam todos os abituês lá. Estava o dog walker também. Sorrisos, beijinhos, perguntas , respostas..vamos correr hoje? Vamos, vamos..6 da tarde na porta do prédio, como era de se esperar!
Perecebi uma coisa interessante. Ainda não entendi o que é. Muita coisa mudou desde que saí daqui em setembro. A manicure que eu adoro já não está mais no salão. A dentista entrou em depressão e não tá mais atendendo. A Petshop da esquina fez um rearranjo e a loja tá toda diferente. Mas muita coisa tá igual. Acho que é tudo coenscidência.
Pensei: Quase não fui adulta aqui. Tenho muito o que aprender. Nunca fiz imposto de renda aqui, aprendi a dirigir nos EUA, hoje de manhã não sabia o que era a Duda do Dentran. Achei que alguém tinha escrito a palavra dívida em espanhol e não tinha se ligado. Antes de mandar um email mal-criado para o webmaster do site do Dentran resolvi ligar pra central de atendimento para perguntar. Ainda bem.
Aquele homem, aquele mesmo... tá no Rio com o filho. Quer dizer, no Rio não..ele tá em Niterói. Perguntei se queria ir corerr comigo na praia de Copacabana. Sou uma louca. Preciso de outra cerveja.
Estou muito feliz de estar de volta, No dia 5 de fevereiro eu vou começar a dar aulas de biologia. Nunca achei que um dia teria vontade de dar aulas pra adolescente. Esse dia chegou. Mas minhas aulas vão ser diferentes de tudo que já se viu. Eles vão gostar e eu também.
louco e eu tô tomando uma cerveja e é Brahma. E eu fui
no Shopping Rio Sul e comprei uma Nha Benta na
Kompenhagem, e eu desembrulhei a Nha Benta, e tirei a
casquinha de chocolate com a ponta da língua e caí de
boca no marshmellow. Foi gostoso. Saí andando pelo shopping com a boca meio grudenta, meio melada, meio branquinha nos cantos, mas muito mais que meio feliz. Tô virando uma quarentona gatinha. Me olharam. Me cantaram. Até já disseram que meu umbigo é gostosão. Tô viva.
Hoje quando chegamos no parque os cachorros saíram correndo felizes. O reconhecimento foi imediato. Estavam todos os abituês lá. Estava o dog walker também. Sorrisos, beijinhos, perguntas , respostas..vamos correr hoje? Vamos, vamos..6 da tarde na porta do prédio, como era de se esperar!
Perecebi uma coisa interessante. Ainda não entendi o que é. Muita coisa mudou desde que saí daqui em setembro. A manicure que eu adoro já não está mais no salão. A dentista entrou em depressão e não tá mais atendendo. A Petshop da esquina fez um rearranjo e a loja tá toda diferente. Mas muita coisa tá igual. Acho que é tudo coenscidência.
Pensei: Quase não fui adulta aqui. Tenho muito o que aprender. Nunca fiz imposto de renda aqui, aprendi a dirigir nos EUA, hoje de manhã não sabia o que era a Duda do Dentran. Achei que alguém tinha escrito a palavra dívida em espanhol e não tinha se ligado. Antes de mandar um email mal-criado para o webmaster do site do Dentran resolvi ligar pra central de atendimento para perguntar. Ainda bem.
Aquele homem, aquele mesmo... tá no Rio com o filho. Quer dizer, no Rio não..ele tá em Niterói. Perguntei se queria ir corerr comigo na praia de Copacabana. Sou uma louca. Preciso de outra cerveja.
Estou muito feliz de estar de volta, No dia 5 de fevereiro eu vou começar a dar aulas de biologia. Nunca achei que um dia teria vontade de dar aulas pra adolescente. Esse dia chegou. Mas minhas aulas vão ser diferentes de tudo que já se viu. Eles vão gostar e eu também.
-/profile/016988792876050828743
2007-01-04T12:26:05.439-02:00
Estamos
todos bem
Hoje é dia 3 de
janeiro de 2007. É hoje o dia. Ou melhor, foi hoje o dia. O dia que seria o dia
do dia mais feliz da minha vida..Arlindo Orlando..não, corta! Nada disso. Hoje
é o dia que eu realizei deslocamento zero. Aprendi isso lá nas aulas de física.
Quando se anda e anda e anda e no fnal se retorna ao mesmo local o delocamento
realizado é zero. Sei...então desloquei zero por 12 anos porque hoje voltei ao
local onde nasci. Foi uma viagem pra lá de cansativa, com Moby e Bebel
desesperados e meu irmão indo me buscar de carro em guarulhos pra me trazer pro
Rio debaixo de uma chuva que só se parou quando atravessamos o Rebouças e eu
pude ver, mais uma ver, aquela obra de arte que é a saida iluminada do buraco
do túnel com aquela vista deslumbrante da Lagoa Rodrigo de Freitas. Cheguei ao
Rio, local da onde nunca quis ter saído. Ontem chorei quando fechei a porta da
casa e entrei no carro rumo ao aeroporto. Mas meu choro não durou mais de 5
minutos ou algumas poucas lágrimas molhadas. O fato é que eu queria ir embora.
O fato é que eu já tinha ido embora.
E hoje a noite escrevo estas palavras do meu apêzinho no Posto 6, e sinto uma brisa deliciosa na minha pele e sinto um cheirinho de um Rio molhado e ouço o zum-zum da novela ao fundo e escuto Moby e Bebel roncando. Hoje, escrevendo estas palavrasi e mais do que necessitada de um bom descanço, me parece que os Estados Uidos não é exatamente um país mas sim um lugar que vive no meu imaginário e aonde passei grande época da minha vida, mas que já havia acabado há muito tempo atrás.
E hoje a noite escrevo estas palavras do meu apêzinho no Posto 6, e sinto uma brisa deliciosa na minha pele e sinto um cheirinho de um Rio molhado e ouço o zum-zum da novela ao fundo e escuto Moby e Bebel roncando. Hoje, escrevendo estas palavrasi e mais do que necessitada de um bom descanço, me parece que os Estados Uidos não é exatamente um país mas sim um lugar que vive no meu imaginário e aonde passei grande época da minha vida, mas que já havia acabado há muito tempo atrás.
-/profile/016988792876050828744
2006-12-30T17:54:11.875-02:00
Feliz
Ano Novo..do meu umbigo pra voce!
-/profile/016988792876050828744
2006-12-26T01:58:30.165-02:00
Hoje
e Natal
Hoje é Natal! Não
ligo muito para o Natal. Sou judia. Só tive natal durante os poucos anos em que
fui casada. Foi numa noite de natal, embaixo da árvore, que ele me pediu em
casamento. Na hora eu não soube bem o que dizer. Me deu um anel lindo, um beijo
e ficou me olhando.. Eu nem sei se disse sim ou simplesmente me joguei nos seus
braços. Mas me lembro bem da minha angústia na manhã seguinte. Claro que eu o
amava, e muito e claro também que não tinha qualquer resquicio de dúvida de que
queria me casar com ele. Mas claro também estava que eu não queria passar o
resto da minha vida nesse país. Isso eu já sabia.Fiquei numa angústia, pensava
na minha mãe, nos meus amigos, na praia de Ipanema, na minha infância, na
escola que estudei, nos namoradinhos que tive..pensava em tudo. Ele sentou-se
do meu lado, pegou na minha mão e me prometeu que eu não passaria o resto da
minha vida nesse país se esse não fosse meu desejo. E com isso tirou de dentro
do meu peito a última farpa de dúvida que ainda me incomodava.
Na semana que vem eu vou embora, depois de 12 anos. As pessoas me perguntam se estou indo embora pra sempre e não consigo responder a este pergunta. Digo simplesmente que estou indo embora e então explico que vendi o carro, botei os móveis no navio e aluguei a casa. Então elas dizem que é pra sempre. Eu digo que o pra sempre não existe, a vida é uma coletânea de hojes, que são vividos um atrás do outro, mas que depois são embolados, confundidos, reaurrumados, perdidos ou guardados e é essa coletânea de hojes que faz que sejamos quem somos. E hoje é natal. Feliz Natal para todos vocês!

Na semana que vem eu vou embora, depois de 12 anos. As pessoas me perguntam se estou indo embora pra sempre e não consigo responder a este pergunta. Digo simplesmente que estou indo embora e então explico que vendi o carro, botei os móveis no navio e aluguei a casa. Então elas dizem que é pra sempre. Eu digo que o pra sempre não existe, a vida é uma coletânea de hojes, que são vividos um atrás do outro, mas que depois são embolados, confundidos, reaurrumados, perdidos ou guardados e é essa coletânea de hojes que faz que sejamos quem somos. E hoje é natal. Feliz Natal para todos vocês!

-/profile/016988792876050828743
2006-12-20T20:43:02.686-02:00
Feliz Natal e um
2007 de muitas milhas so de coisas boas percorridas@@@
-/profile/016988792876050828740
2006-12-18T23:23:01.898-02:00
Embalada
a vacuo!
Minha casa está
sendo embalada, as we speak. Levei Moby e Bebel pra o day care, se não ficariam
na maior agonia e a espera que alguém os colacasse dentro de uma caixa. E eu tô
aqui sentada assistindo a tudo, por horas feliz, por horas sinto o coracão
apertar, por horas sinto é fome. Vou atacar a pasta que o CJB fez no sábado a
noite.
Depois de hoje terei mais tempo..sim, claro! Eu ainda não desisti de acreditar que algum dia na minha vida eu terei tempo para alguma coisa. Mas não..todas as vezes em que tive tempo na minha vda eu fiquei foi deprimida e não pude usufruir do tempo que tinha nas mãos. Tempo, como todas as coisas não palpáveis e imensuráveis..é relativo. Mas a pressa impera. Pressa de acabar logo com isso, pressa de ver todas as caixas dentro do caminhão, pressa de ver todo o caminhão no container, pressa de ver o container no navio, pressa de ver o navio aportando no porto do Rio, pressa de ver o caminhão na porta do prédio, pressa de ver as caixas entrando no elevador, pressa de me ver de novo perdida por entre milhões de caixas que guardam a história da minha vida. Eu tenho pressa e tanta..mas tanta coisa me interessa e todas, todas muito assim. Pressa de traçar o Alfredo do CJB.


Já é noite e eu estou um trapo de gente. Que dia loooongo. Mas tem uma coisa que até agora não entendi. Como pode que os caras da Confiança colocaram não sei quantas caixas dentro de um caminhão gigantesco, riram quando eu disse que pensava em morar num apartamento de 2 quartos no Rio e a minha casa ainda pode ser considerada mobiliada? Como pode?? Tem cama, tem cômoda, tem mesa com cadeiras, tem sofá, tem mesa de centro, tem televisão, tem DVD player, tem panelas, pratos, quadros, prateleiras, estantes, microndas, e tem até cachorros. Agora me pergunte o que foi que eles colocaram no caminhão..Sofá, quadros, panelas, mesa de centro, televisão, DVD player. Acho que só ficou faltando os cachorros. Passei a minha temporada americana, que é como meu irmão gosta de se referir a estes 12 anos vividos aqui, coletando junk, e mais tarde encontrei alguém que coletava junk como ninguém. David era profissional!! Sabe quantas viagens eu devo ter feito ao GoodWill (legião da boa vontade)? Umas 5, pelo menos e cada vez eu carregava pelo menos umas 4 caixas. E fiz dois yeard sales, num deles eu consegui $1,000.00!!! E a casa continua mobiliada...
Ha, go figure! Tô cansada. Amanhã vou no consulado e juro que não vou brigar com ninguëm..pelo menos vou me esforçar. Juro!
Boa noite
Depois de hoje terei mais tempo..sim, claro! Eu ainda não desisti de acreditar que algum dia na minha vida eu terei tempo para alguma coisa. Mas não..todas as vezes em que tive tempo na minha vda eu fiquei foi deprimida e não pude usufruir do tempo que tinha nas mãos. Tempo, como todas as coisas não palpáveis e imensuráveis..é relativo. Mas a pressa impera. Pressa de acabar logo com isso, pressa de ver todas as caixas dentro do caminhão, pressa de ver todo o caminhão no container, pressa de ver o container no navio, pressa de ver o navio aportando no porto do Rio, pressa de ver o caminhão na porta do prédio, pressa de ver as caixas entrando no elevador, pressa de me ver de novo perdida por entre milhões de caixas que guardam a história da minha vida. Eu tenho pressa e tanta..mas tanta coisa me interessa e todas, todas muito assim. Pressa de traçar o Alfredo do CJB.


Já é noite e eu estou um trapo de gente. Que dia loooongo. Mas tem uma coisa que até agora não entendi. Como pode que os caras da Confiança colocaram não sei quantas caixas dentro de um caminhão gigantesco, riram quando eu disse que pensava em morar num apartamento de 2 quartos no Rio e a minha casa ainda pode ser considerada mobiliada? Como pode?? Tem cama, tem cômoda, tem mesa com cadeiras, tem sofá, tem mesa de centro, tem televisão, tem DVD player, tem panelas, pratos, quadros, prateleiras, estantes, microndas, e tem até cachorros. Agora me pergunte o que foi que eles colocaram no caminhão..Sofá, quadros, panelas, mesa de centro, televisão, DVD player. Acho que só ficou faltando os cachorros. Passei a minha temporada americana, que é como meu irmão gosta de se referir a estes 12 anos vividos aqui, coletando junk, e mais tarde encontrei alguém que coletava junk como ninguém. David era profissional!! Sabe quantas viagens eu devo ter feito ao GoodWill (legião da boa vontade)? Umas 5, pelo menos e cada vez eu carregava pelo menos umas 4 caixas. E fiz dois yeard sales, num deles eu consegui $1,000.00!!! E a casa continua mobiliada...
Ha, go figure! Tô cansada. Amanhã vou no consulado e juro que não vou brigar com ninguëm..pelo menos vou me esforçar. Juro!
Boa noite
-/profile/016988792876050828745
2006-12-01T15:14:28.091-02:00
Ta
chegando...
Comprei a minha
passagem hoje. No dia 2 de janeiro eu bato a porta desta casa, atrás de mim. E
levo comigo muitas lembranças, muitas emoções e um monte de cacareco. E levo
comigo Moby e Bebel, onde quer que eu vá.
Me perguntam se estou ansiosa e a verdade é que não sei descrever o que sinto. Quero estar aqui, mas quero estar lá. Tenho muitos planos pra mim no Brasil, tantas coisas que quero fazer, tantos sonhos que quero conquistar. Mas também tenho medo. Descobri, e a verdade é essa, que não sou nem brasileira e nem americana, sou uma mistura destas duas coisas. Há muitas coisas que nasceram em mim aqui neste país. Há muito de US em mim. Não apenas porque vivi aqui por 12 anos, mas porque vivi muitas coisas aqui e os momentos mais inesquecíveis da minha vida eu vivi aqui. Momentos que fazem parte de quem sou. A imagem do meu marido, morrendo em meus braços num quarto de CTI, está imprintada pra sempre em mim. A lembrança de seu último suspiro, do pesar do corpo ainda nos meus braços, da pele ainda quente..isso faz parte de quem sou.
Mas a imagem do sol se pondo no mar do Leblon tamb´m faz parte de quem eu sou. O calor, os sorrisos, os cheiros, as pessoas bonitas, o carinho e o amor. Principalmente o amor.
Estou em busca de amor. Sonho em encontrar de novo o que já achei um dia e rezo pra não perder com a rapidez que perdi.
Dr. Shapiro ontem me disse que eu fui feita pra viver a dois. E é verdade. Gosto de viver com o outro, ou com os outros. Gosto de dividir as minhas coisas, de madrugar pra ir buscar no aeroporto, de cozinhar pra todos, de botar lençol cheirosinho na cama, de contar estória, de pedir opinião, de ligar pra contar caso, de chamar pra falar mal dos outros. Gosto de dividir o que sou, penso, e sonho, com quem amo. Morro de medo de nunca mais achar...what I'm looking for..again.
Me perguntam se estou ansiosa e a verdade é que não sei descrever o que sinto. Quero estar aqui, mas quero estar lá. Tenho muitos planos pra mim no Brasil, tantas coisas que quero fazer, tantos sonhos que quero conquistar. Mas também tenho medo. Descobri, e a verdade é essa, que não sou nem brasileira e nem americana, sou uma mistura destas duas coisas. Há muitas coisas que nasceram em mim aqui neste país. Há muito de US em mim. Não apenas porque vivi aqui por 12 anos, mas porque vivi muitas coisas aqui e os momentos mais inesquecíveis da minha vida eu vivi aqui. Momentos que fazem parte de quem sou. A imagem do meu marido, morrendo em meus braços num quarto de CTI, está imprintada pra sempre em mim. A lembrança de seu último suspiro, do pesar do corpo ainda nos meus braços, da pele ainda quente..isso faz parte de quem sou.
Mas a imagem do sol se pondo no mar do Leblon tamb´m faz parte de quem eu sou. O calor, os sorrisos, os cheiros, as pessoas bonitas, o carinho e o amor. Principalmente o amor.
Estou em busca de amor. Sonho em encontrar de novo o que já achei um dia e rezo pra não perder com a rapidez que perdi.
Dr. Shapiro ontem me disse que eu fui feita pra viver a dois. E é verdade. Gosto de viver com o outro, ou com os outros. Gosto de dividir as minhas coisas, de madrugar pra ir buscar no aeroporto, de cozinhar pra todos, de botar lençol cheirosinho na cama, de contar estória, de pedir opinião, de ligar pra contar caso, de chamar pra falar mal dos outros. Gosto de dividir o que sou, penso, e sonho, com quem amo. Morro de medo de nunca mais achar...what I'm looking for..again.
-/profile/016988792876050828744
2006-11-23T00:24:09.436-02:00
Estirada
nesta frase desconexa...
Tiago, em Sob o Céu da Tua Boca , é
uma das coisas mais impressionantes que tenho visto nos últimos tempos. Mas
desconfio..é a paixão surda e absoluta que faz com que ele escreva. Porque a
alternativa é a morte. A paixão que chega tão perto da morte, que só o grito de
palavras bem altas pode evitar o engasgar pelo nó constante que fez casa na
garganta, ou o embrulho que alguém largou, dentro do nosso estômago.
O não escrever é a maior prova do não amor. Porque quem ama, escreve. Porque o amor pede as palavras, o amor invade a alma, atravessa a pele, entra pelos poros, faz suar e faz chorar. E faz também escrever.
Preciso me apaixonar e é medida de urgência. Preciso me apaixonar para que possa novamente escrever algo que preste. Preciso me apaixonar, para em escrevendo, eu possa me sentir viva novamente.
Estirada nesta frase desconexa, estou com um travessão atravessado no peito côncavo e palavra nenhuma no céu de uma boca convexa.
O não escrever é a maior prova do não amor. Porque quem ama, escreve. Porque o amor pede as palavras, o amor invade a alma, atravessa a pele, entra pelos poros, faz suar e faz chorar. E faz também escrever.
Preciso me apaixonar e é medida de urgência. Preciso me apaixonar para que possa novamente escrever algo que preste. Preciso me apaixonar, para em escrevendo, eu possa me sentir viva novamente.
Estirada nesta frase desconexa, estou com um travessão atravessado no peito côncavo e palavra nenhuma no céu de uma boca convexa.
-/profile/016988792876050828748
2006-11-21T15:34:18.116-02:00
So long...
-/profile/016988792876050828744
2006-11-21T13:23:32.473-02:00
dor de dente
dor..dor..dor..e
mais dor..
-/profile/016988792876050828744
2006-11-13T11:42:00.526-02:00
Sweet
Home Copacabana
Falei muito dos
trocadilhos aqui e disse que não era capaz de fazer trocadilho em inglês, ou
pelo menos dei a entender. Não é verdade. E a prova está no título do post de
hoje. Como também não é verdade que eu queira ir embora, sair correndo, como se
odiasse esse lugar. Como também não é verdade que não hajam aqui coisas das
quais vou sentir falta e morrer de saudades. Vou sentir saudades de poder
experienciar, ao longo do ano, as quarto estações, vou sentir saudades de poder
voltar pra casa a noite sozinha dirigindo o meu carro, a hora que for, sem medo
de ser assaltada, vou sentir saudades de usar jóias de ouro, vou sentir
saudades do acesso à tecnologia, vou sentir saudades de comprar calça jeans na
Old Navy.com e poder devolver facilmente se não quiser mais, vou sentir
saudades de que mais? Dos meus amigos, isso é claro. Da minha casa, isso é
óbvio. E aqui confesso, vou sentir muitas saudades do meu Toyota Prius que roda
à bateria e que quase não gasta gasolina. E da Angélica, que limpa a minha casa
toda semana já há quatro anos, também vou sentir saudades.
Marquei a passagem para o dia 6 de dezembro. Já botei anuncio pra alugar a casa, em breve vou anunciar o carro.
E hoje vou levar Lady 700 no veterinário novamente porque achei outro carocinho nela e pedi pra veterinária nem pestanejar e tirar logo com bordas e tudo mais. Pode ser que não seja nada, só um cisto, mas considerando a estória dela, não vou dar bobeira não.
Vou ir correr uns 7 Kms, pra ver se me sinto um pouco melhor nesse dia chuvoso, frio e com vento e mais que deprimente. Disso, com certeza, não vou sentir saudades.
Marquei a passagem para o dia 6 de dezembro. Já botei anuncio pra alugar a casa, em breve vou anunciar o carro.
E hoje vou levar Lady 700 no veterinário novamente porque achei outro carocinho nela e pedi pra veterinária nem pestanejar e tirar logo com bordas e tudo mais. Pode ser que não seja nada, só um cisto, mas considerando a estória dela, não vou dar bobeira não.
Vou ir correr uns 7 Kms, pra ver se me sinto um pouco melhor nesse dia chuvoso, frio e com vento e mais que deprimente. Disso, com certeza, não vou sentir saudades.
-/profile/016988792876050828748
2006-11-12T22:38:00.293-02:00
Coisinhas..
Me perguntam
porque eu não tenho escrito e se vocês dessem uma espiada na minha listinha de
coisas pra fazer entenderiam a resposta. Tenho simplesmente nada mais e nada
menos do que 1.459.932 coisas pra fazer até um dia X que eu não sei qual é. Tô
a procura da minha passagem, mais ainda nãoo achei. Quero sair daqui até a
primeira semana de dezembro. Tô organizando uma Ferwell Party monstruosa com um
as 50 pessoas aqui casa, levei Bebel no oncologista que me disse que acha que
ela vai ficar bem e depois me entregou uma conta de $700 (isso mesmo,
setecentas doletas). Ela agora é conhecida aqui em casa como Lady 700! E ontem
senti uma bolinha nela atrás da pata direita e vou ligar hoje pro veterinário
novamente.
E teve também aquele homem, aquele mesmo, que ficou ontem de conversinha no telefone comigo por mais de 1 hora e me falando as mesmas bobagens que sempre disse pra mim e que antes eu escutava porque era loucamente apaixonada por ele..que eu sou maravilhosa, linda, e que, ha! Sabe que mais ele disse? Que eu era a mulher completa porque era uma mistura da geração passada (porque sou meiguinha, cozinho, cuido da casa, gosto de fazer comidinha pros outros, de fazer a cama cheirosinha e essas coisinhas) com a mulher da nossa geração (porque sou inteligente, independente, motivada, com iniciativa e não tenho papas na lingua)... E ele..ele é um inútil que não pertence a geração nenhuma. E depois veio com aquela conversinha de sempre que tinha como enredo principal o fato de apesar de eu ser tão maravilhosa assim (poxa!, me apaixonei por mim nessa!) ele não podia ficar comigo, porque estava impossibilitado. A verdade é que ele não ficou comigo porque ele não é macho suficiente de ficar com uma mulher que não precisa dele, ele não ficou comigo porque é um medrosão covarde e inseguro que morre de medo de mim. Fiquei com tanta raiva das coisas que ele disse pra mim no telefone que mandei esse email pra ele, e sem acentos mesmo, porque nem disso ele é digno:
“Eu nao sei porque eu ainda entro nessas conversas com
voce e acabo tendo que escutar pela millionesima vez
voce dizendo que nao pode ficar comigo, como se essa
possibilidade ainda estivesse nas suas maos.
Realmente!! Esse tempo ja passou, e eu, embora
podendo, nao ficaria com voce porque nao quero! Se
voce nao fica comigo porquer nao pode, saiba que eu
nao fico com voce porque nao quero! Que coisa! Nem que
voce viesse se arrastando, nem que voce fizesse juras
de amor, nem que voce me disesse que por mim seria
capaz de sempre desejar a mesma mulher!
Dsculpe a ira, mas essa eh necessaria pra deixar as
coisas claras e pra eu nao me pegar, de repente,
sentindo as mesmas coisas que sentia a 6 meses atras,
e sentindo a mesma dor. Ha 6 meses atras a dor fazia
sentido porque eu era completamente louca e apaixonada
por voce e por voce eu seria capaz de qualquer coisa,
ate de ir a pe do Rio a Salvador..Mas agora,
francamente!!
Tenho pena de voce que deixa a paixao e o amor passar
porque nao pode ser feliz..E vai ficar ai vivendo essa
vida infeliz, sustendo um monte de mulher inutil e
achando que tem que pagar a tudo e a todos pelas
bobagens que fez e que nunca, nunca tera o direito de
ser feliz de verdade e de recomecar a sua vida.
Ha, sabe mais..que se dane voce! Quem saiu perdendo
sem duvida foi voce. Voce perdeu uma grande mulher e
eu me livrei de um homem COMPLETAMENTE LOUCO E
DOENTE!
E se quiser saber porque é completamente louco e
doente, pergunte a um profissional.”
Hoje em dia ele só me desperta um único sentimento, raiva. E ontem eu percebi que a raiva que ele me desperta não tem nada que ver com ele propriamente dito, tem a ver com coisas minhas do passado. Ha, sabe o que??? Não quero mais falar desse idiota, bora mudar o rumo dessa prosa...
Tô lendo um livro bem interessante sobre a questão do uso de animais na pesquisa. E sabe o que.. eu sou bióloga molecular especializada em genética e sou contra o uso de animais na pesquisa. E qualquer dia desses vou expor aqui tim-tim por tim porque sou contra. Mas uma coisa que notei é a surpresa das pessoas ao saberem que sou contra, como se isso de ser contra ao uso de animais na pesquisa estivesse reservado aos menos entendidos, ao pessoal cabeção do green peace, aos desavisados. O mesmo ocorre em relação aos transgênicos. Todo mundo assume que todo cientista é a favor do desenvolvimento de trangênicos e a coisa não é bem assim não. Mas uma coisa interessante sobre o uso de animais na pesquisa é que geralmente a primeira pergunta que as pessoas me fazem quando digo que sou contra é “mas se a gente não usar animais vamos fazer o que, usar seres humanos?” Essa pergunta me faz pensar no que deveriam se perguntar os senhores de escravo quando alguém manifestava aversão ao uso de escravos. Não sou profundamente conhecedora de história mas imagino que a primeira pergunta que vinha na cabeça dos senhores era “mas se não usarmos escravos, vamos fazer como?” O fato de não parecer haver uma alternativa não justifica os meios. Já comecei a falar no assunto. Bora mudar de novo..
Vou trabalhar pessoal. Nunca falei aqui o que faço, já falei?
E teve também aquele homem, aquele mesmo, que ficou ontem de conversinha no telefone comigo por mais de 1 hora e me falando as mesmas bobagens que sempre disse pra mim e que antes eu escutava porque era loucamente apaixonada por ele..que eu sou maravilhosa, linda, e que, ha! Sabe que mais ele disse? Que eu era a mulher completa porque era uma mistura da geração passada (porque sou meiguinha, cozinho, cuido da casa, gosto de fazer comidinha pros outros, de fazer a cama cheirosinha e essas coisinhas) com a mulher da nossa geração (porque sou inteligente, independente, motivada, com iniciativa e não tenho papas na lingua)... E ele..ele é um inútil que não pertence a geração nenhuma. E depois veio com aquela conversinha de sempre que tinha como enredo principal o fato de apesar de eu ser tão maravilhosa assim (poxa!, me apaixonei por mim nessa!) ele não podia ficar comigo, porque estava impossibilitado. A verdade é que ele não ficou comigo porque ele não é macho suficiente de ficar com uma mulher que não precisa dele, ele não ficou comigo porque é um medrosão covarde e inseguro que morre de medo de mim. Fiquei com tanta raiva das coisas que ele disse pra mim no telefone que mandei esse email pra ele, e sem acentos mesmo, porque nem disso ele é digno:
“Eu nao sei porque eu ainda entro nessas conversas com
voce e acabo tendo que escutar pela millionesima vez
voce dizendo que nao pode ficar comigo, como se essa
possibilidade ainda estivesse nas suas maos.
Realmente!! Esse tempo ja passou, e eu, embora
podendo, nao ficaria com voce porque nao quero! Se
voce nao fica comigo porquer nao pode, saiba que eu
nao fico com voce porque nao quero! Que coisa! Nem que
voce viesse se arrastando, nem que voce fizesse juras
de amor, nem que voce me disesse que por mim seria
capaz de sempre desejar a mesma mulher!
Dsculpe a ira, mas essa eh necessaria pra deixar as
coisas claras e pra eu nao me pegar, de repente,
sentindo as mesmas coisas que sentia a 6 meses atras,
e sentindo a mesma dor. Ha 6 meses atras a dor fazia
sentido porque eu era completamente louca e apaixonada
por voce e por voce eu seria capaz de qualquer coisa,
ate de ir a pe do Rio a Salvador..Mas agora,
francamente!!
Tenho pena de voce que deixa a paixao e o amor passar
porque nao pode ser feliz..E vai ficar ai vivendo essa
vida infeliz, sustendo um monte de mulher inutil e
achando que tem que pagar a tudo e a todos pelas
bobagens que fez e que nunca, nunca tera o direito de
ser feliz de verdade e de recomecar a sua vida.
Ha, sabe mais..que se dane voce! Quem saiu perdendo
sem duvida foi voce. Voce perdeu uma grande mulher e
eu me livrei de um homem COMPLETAMENTE LOUCO E
DOENTE!
E se quiser saber porque é completamente louco e
doente, pergunte a um profissional.”
Hoje em dia ele só me desperta um único sentimento, raiva. E ontem eu percebi que a raiva que ele me desperta não tem nada que ver com ele propriamente dito, tem a ver com coisas minhas do passado. Ha, sabe o que??? Não quero mais falar desse idiota, bora mudar o rumo dessa prosa...
Tô lendo um livro bem interessante sobre a questão do uso de animais na pesquisa. E sabe o que.. eu sou bióloga molecular especializada em genética e sou contra o uso de animais na pesquisa. E qualquer dia desses vou expor aqui tim-tim por tim porque sou contra. Mas uma coisa que notei é a surpresa das pessoas ao saberem que sou contra, como se isso de ser contra ao uso de animais na pesquisa estivesse reservado aos menos entendidos, ao pessoal cabeção do green peace, aos desavisados. O mesmo ocorre em relação aos transgênicos. Todo mundo assume que todo cientista é a favor do desenvolvimento de trangênicos e a coisa não é bem assim não. Mas uma coisa interessante sobre o uso de animais na pesquisa é que geralmente a primeira pergunta que as pessoas me fazem quando digo que sou contra é “mas se a gente não usar animais vamos fazer o que, usar seres humanos?” Essa pergunta me faz pensar no que deveriam se perguntar os senhores de escravo quando alguém manifestava aversão ao uso de escravos. Não sou profundamente conhecedora de história mas imagino que a primeira pergunta que vinha na cabeça dos senhores era “mas se não usarmos escravos, vamos fazer como?” O fato de não parecer haver uma alternativa não justifica os meios. Já comecei a falar no assunto. Bora mudar de novo..
Vou trabalhar pessoal. Nunca falei aqui o que faço, já falei?
-/profile/016988792876050828746
2006-10-30T10:19:31.740-03:00
Bebel
ta com um friiiiiiiiiiiiiiiio!

Já tô morrendo de friiiiiiio!
Só há três coisas que podem me fazer adiar a minha volta. Se eu conhecer alguém amanhã e me apaixonar perdidamente, eu fico. Se acontecer alguma coisa com a Bebel , ou com o Moby, e eles não puderem fazer a sofrida viagem, eu fico. Se me oferecerem um super trabalho com um super salário, eu fico.
Sabe que nem só de trocadilhos vive uma amante da linguagem... Gosto também dos cúmulos e das melôs. Todos muito bobos mas deliciosos! E ontem, passei pelo cúmulo da solidão, mas infelizmente não foi nem bobo e nem delicioso.
É que até as 10:30 AM eu não tinha a menor idéia de que deveria atrasar o meu relógio, de que era hora de voltar para a hora certa. Veja bem, não é que eu já tinha escutado alguém falar no assunto, ou havia visto na TV e simplesmente esqueci. Não, eu simplesmente não tinha ouvido nada sobre a questão. NADA!! Fiquei desconfiada que alguma coisa estava acontecendo quando meu relógio dizia que eram 10:30 e meu Mac insistia que eram 9:30. Aí sai na rua, fui no Farmer's Market que começa as 10 da manhã e ainda tava fechado. Fiquei arrasada com isso!
E no sábado a noite, eu estava em casa me recuperando de uma senhora noitada na noite anterior, e estava totalmente em estado interessante, quando me ocorreu o seguinte pensamento. Passava na televisão um anúncio para um programa na PBS chamado Investigadores Históricos. Eu achei aquele título super interessante e fiquei querendo saber se já estava rolando o programa, ou se ainda ia rolar e que diabos era o tal programa. Aí pensei..Será possível que exista um programa desses já rolando e que eu não saiba nada sobre o assunto? Será possível que eu realmente esteja assim tão desconectada de tudo e de todos aqui, que uma coisa dessas passe desapercebido? E depois pensei..Isso jamais aconteceria no Brasil porque alguém já teria me avisado sobre o programa, eu teria lido no Globo, meu irmão ou meu primo teriam me ligado pra comentar sobre o assunto, ou teria visto alguém na TV fazendo um comentário. Ou seja, eu no Brasil, estaria ali no meio de todos, por dentro de tudo que acontece graças aos meus próprios esforços de correr atrás da informação e graças também a rica network de pessoas a minha volta.
Eu no Rio, jamais acordaria num dia frio de domingo, totalmente sozinha, sem saber que já era hora de acertar os relógios. Jamais.
-/profile/0169887928760508287412
2006-11-01T10:52:19.140-03:00
A
casa na Aspen Sreet

Hoje falei mais uma vez com a Dra Rita, a veterinária da Bebel. E mais uma vez ela me atendeu no celular, no meio do seu dia, parou o que fazia, pra conversar comigo. E mais uma vez me tratou com o todo o carinho e atenção que eu precisava.
E pra falar com a Dra Katz ontem, eu tive que ligar 3 vezes.
Tenho chorado muito, o tempo todo e nos momentos mais estranhos. Ontem chorei quando completava na esteira o sétimo km percorrido. Não soluçava e nem fazia som algum e ninguém poderia dizer se o molhado no meu rosto eram lágrimas ou suor. Mas eu sei que eram lágrimas.
Depois fui no supermercadinho orgânico e do celular liguei pro CJB. Falei 5 palavras e começei a chorar e desliguei o telefone envergonhada. Hoje ele me convidou pra jantar com ele. E eu vou sim, tá?
E olho pras coisas em volta de mim, e olho pros 3 sofás e tento decidir quais dos três irá embarcar no navio rumo ao Posto 6, que é onde pretendo morar. E olho pra minha coleção de mais de 500 CDs, entre eles muitos que eram do David, e me pergunto o que eu devo levar, o que devo transformar em MP3 e o que devo deixar pra trás.
Nas próximas semanas terei que revirar a minha casa, e tomar decisões importantes. Por exemplo, o que fazer com:
1-cartas de amor que outras mulheres mandaram para o David quando ele era adolescente
2-cartas de amor enviadas para mim, algumas de homens que já nem mais me lembro o nome
3-coleção de quadrinhos da revista de domingo da Radical Chic, minha heroína preferida de todos os tempos
4-casacos pesados de inverno
5-coleção da Gourmet magazine do David
E mais tantas e tantas outras coisas. Não vou vender essa casa. Não estou pronta para isso. Vou alugar a casa e deixá-la semi-mobiliada. Que é uma forma de não desgrudá-la de mim totalmente, que é uma forma de mantê-la ainda viva.
A casa da Aspen Street, a casa onde fizemos muitas festas, onde se dançou como nunca se havia dançado nessas bandas, onde se fez movie-parties, como o David gostava de chamar as suas festinhas com o home-theatre (que vai morar no Posto 6 juntinho de mim), os jantares maravilhosos de Thanks Giving, as brincadeiras de esconde-esconde com os cachorros, as conversas regadas á vinho que eu e David gostávamos de ter sentados no chão da cozinha que ele mesmo reformou, a casa que já recebeu tantos amigos de braços abertos, a casa onde fui feliz como nunca havia sido na minha vida. E é a porta desta casa que eu irei fechar em breve. E é por isso que dói.
-/profile/016988792876050828748
2006-10-22T14:24:44.270-03:00
Por
amor ao trocadilho
Gostaria muito
que alguém me explicasse como aconteceu de ser domingo, assim tão de repente,
se até algumas horas atrás era sábado e o meu amigo Juan me ligava insistindo
que eu saísse de casa pra ver as árvores amarelas, vermelhas e roxas que sem
vergonha ou cerimônia, desfilavam exuberância. Ele me dizia que uma volta de
moto ia me fazer bem, que eu precisava era de adrenalina, que precisava reagir.
Falou que depois me levaria pra tomar um Cosmopolitan, meu drink favorito, e
depois uma vodka na casa russa e que eu ficaria feliz e que quando menos
esperasse seria domingo. E dito e feito, já é domingo, isso é fato.
Ás 4 da tarde ele me pegou de moto, fomos a vários lugares, tomamos várias e no fim estava eu vivendo vida de linda, num club em Georgetown, dançando ao som de um bangô que alguém tocava.
A depressão eu explico. É que decidi, e tá decidido, que eu vou voltar pro Brasil. Já falei com o advogado, que me explicou que não irei perder o meu greencard, que posso dar entrada num processo não sei das quantas que me garante a validade do meu visto de residente. Depois foi a Elaine, a simpático moça da companhia de mudança, a Confiança, que veio aqui em casa me dar uma estimativa de quanto vai ser a mudança pro Rio.
E se eu fiquei feliz com essa decisão minha, não poso dizer que ela seja desprendida de dor.
Eu preciso dar este passo, preciso sair da casa onde vivi com meu marido, preciso começar uma nova vida, preciso plantar novos sonhos, criar novas raízes. Mas para poder fazer isso, é necessário fechar a porta que está atrás de mim, é preciso virar as contas, pelo menos no momento da partida, é preciso encaixotar as minhas memórias.
Se eu estou ou não fazendo a coisa certa, isso eu jamais saberei, porque no momento em que trocar a direção da minha vida eu jamais poderei saber o que teria sido feito da minha vida se eu não tivesse tomado tal de decisão. Eu criarei um novo universo de possibilidades, um novo universo paralelo para mim.
Essa decisão baseia-se em apenas um alicerce. O amor.
É o amor por:
Minha família, e isso inclui a vontade de estar perto daqueles que estão crescendo e daqueles já crescidos
Minha cidade, e isso inclui a exuberância sem par da orla da zona sul
Minha língua, e isso incluí a paixão avassaladora e descomunal que tenho por nossas palavras, e nossas expressões.
E acima de todas as coisas, resolvi voltar para o Brasil por amor ao trocadilho. Sim, é isso. Quando me perguntarem..Mas porque você resolveu voltar pro Brasil, eu irei responder..por amor ao trocadilho! E com essa resposta curta, espero ser capaz de expressar um milhão de idéias e pensamentos, que juntos me fazem tomar tal decisão.
A produção e o entendimento do trocadilho reflete um mergulho profundo na cultura de um lugar, que só é possível para aqueles mais antenados e que respiram num oceano de palavras. E essa é a minha melhor tradução. Por isso vou voltar.
Este post é dedicado ao Naeno, que um dia escreveu um comentário aqui que dizia
"Queria comentar sobre a falta que vocês fazem em nós."
Ás 4 da tarde ele me pegou de moto, fomos a vários lugares, tomamos várias e no fim estava eu vivendo vida de linda, num club em Georgetown, dançando ao som de um bangô que alguém tocava.
A depressão eu explico. É que decidi, e tá decidido, que eu vou voltar pro Brasil. Já falei com o advogado, que me explicou que não irei perder o meu greencard, que posso dar entrada num processo não sei das quantas que me garante a validade do meu visto de residente. Depois foi a Elaine, a simpático moça da companhia de mudança, a Confiança, que veio aqui em casa me dar uma estimativa de quanto vai ser a mudança pro Rio.
E se eu fiquei feliz com essa decisão minha, não poso dizer que ela seja desprendida de dor.
Eu preciso dar este passo, preciso sair da casa onde vivi com meu marido, preciso começar uma nova vida, preciso plantar novos sonhos, criar novas raízes. Mas para poder fazer isso, é necessário fechar a porta que está atrás de mim, é preciso virar as contas, pelo menos no momento da partida, é preciso encaixotar as minhas memórias.
Se eu estou ou não fazendo a coisa certa, isso eu jamais saberei, porque no momento em que trocar a direção da minha vida eu jamais poderei saber o que teria sido feito da minha vida se eu não tivesse tomado tal de decisão. Eu criarei um novo universo de possibilidades, um novo universo paralelo para mim.
Essa decisão baseia-se em apenas um alicerce. O amor.
É o amor por:
Minha família, e isso inclui a vontade de estar perto daqueles que estão crescendo e daqueles já crescidos
Minha cidade, e isso inclui a exuberância sem par da orla da zona sul
Minha língua, e isso incluí a paixão avassaladora e descomunal que tenho por nossas palavras, e nossas expressões.
E acima de todas as coisas, resolvi voltar para o Brasil por amor ao trocadilho. Sim, é isso. Quando me perguntarem..Mas porque você resolveu voltar pro Brasil, eu irei responder..por amor ao trocadilho! E com essa resposta curta, espero ser capaz de expressar um milhão de idéias e pensamentos, que juntos me fazem tomar tal decisão.
A produção e o entendimento do trocadilho reflete um mergulho profundo na cultura de um lugar, que só é possível para aqueles mais antenados e que respiram num oceano de palavras. E essa é a minha melhor tradução. Por isso vou voltar.
Este post é dedicado ao Naeno, que um dia escreveu um comentário aqui que dizia
"Queria comentar sobre a falta que vocês fazem em nós."
-/profile/016988792876050828748
2006-10-18T14:06:11.950-03:00
Apatia
é quase dor!
Antes de sair do
Rio pra voltar pros EUA, meu irmão me falou assim… Você vai chegar lá, vai
ficar feliz de ver sua casa e suas coisinhas, vai descançar dois dias e depois
vai voltar pra mesma vidinha apática e vai se lembrar como a vida lá é chata, e
vai ver um monte de gente feia a sua volta, e vai sentir saudades da praia, do
sol, dos nossos almoços de domingo, da maluca da sua prima querida que você se
re-aproximou depois de tantos anos..E vai sentir falta do telefone, do celular,
do interfone e o skype tocando sem parar e ao mesmo tempo. E vai lembrar das
suas corridas no entardecer na praia de Copacabana, e de sentar pra escrever de
noitinha nessa coisa maluca que é o seu blog, sentindo o cheiro de marisia
entrar e escutando a melodia das AR-15 já tão familiars.. E vai lembrar do
pãozinho francês da padaria, e do sorriso do entregador de água, do bombeiro,
do eletricista, do porteiro, do jornaleiro.. e até do dog walker.
E hoje a veterinária Americana da Bebel, a Dra Katz, me ligou depois de 15 dias pra me passar o lauda da patologista e pra me dizer o que eu já sabia. Que aquilo que a sábia Dra Rita, da clínica da Gávea, tirou de dentro da Bebel durante nossas férias, era mesmo um tumorzinho maligno (aka câncer mas dito assim parece menos inofensivo). O tumor pode até ser o mesmo, mas o tratamento da Dra Rita, a quem conheço desde que ela era menina- e eu também- e o da Dra katz, que conhece a Bebel desde que ela era menina, é algo incomparável que pertecem a diferentes realidades! Enquanto a Dra Rita interrompia um jantar numa noite de sexta-feira, para me atender ao telefone porque não queria me deixar esperando, a Dra. Katz se quer respondeu ao e-mail que enviei pra ela do Brasil relatando o ocorrido. E apesar do laudo ter saído há alguns dias, se desculpou dizendo que não me ligou porque ela não estava na clínica. Ou seja, eu..ou melhor, a Bebel, podia esperar.
E minha amiga do coração, aquela que atende pelo apelido de Shi-shi, ficou comigo mais de uma hora no Skype percorrendo comigo de mãos dadas os arcabouços da minha dor, da minha confusão e das minhas dúvidas e foi trilhando cada passo comigo, foi pensando junto, fazendo as perguntas certas, oferecendo sugestões e no final da conversa me senti uma mulher mais forte com algumas tarfeas práticas pela frente. Consultar uma advogado e ficar ciente dos fatos, e uma vez com os fatos na mão, aí toma-se uma decisão. Reação bem diferente daquela que já escutei antes…That’s something you’ll have to decide yourself.. Muito obrigada por me falar o óbvio, mas isso definitivamente não me ajuda em nada.
Hoje de manhã liguei pro advogado que a Shi-shi me recomendou. Na sexta-feira vou me consultar com ele.
Preciso me consultar também sobre essa dor que existe em mim. Preciso entender que eu tenho que estar aonde serei mais eu, onde serei mais feliz, onde serei inteira, onde posso ser de verdade. E sendo, outros a minha volta também serão, outros chegarão, outros se transformarão, como eu me transformei ao encontrar com pessoas tão maravilhosas no meu caminho. Como eu me transformei, apesar de ainda mázinha que sou às vezes, como você diz, ao encontrar você.
Já me resta muito pouco aqui. Eu acho que tá na hora de voltar pra casa de vez.
E hoje a veterinária Americana da Bebel, a Dra Katz, me ligou depois de 15 dias pra me passar o lauda da patologista e pra me dizer o que eu já sabia. Que aquilo que a sábia Dra Rita, da clínica da Gávea, tirou de dentro da Bebel durante nossas férias, era mesmo um tumorzinho maligno (aka câncer mas dito assim parece menos inofensivo). O tumor pode até ser o mesmo, mas o tratamento da Dra Rita, a quem conheço desde que ela era menina- e eu também- e o da Dra katz, que conhece a Bebel desde que ela era menina, é algo incomparável que pertecem a diferentes realidades! Enquanto a Dra Rita interrompia um jantar numa noite de sexta-feira, para me atender ao telefone porque não queria me deixar esperando, a Dra. Katz se quer respondeu ao e-mail que enviei pra ela do Brasil relatando o ocorrido. E apesar do laudo ter saído há alguns dias, se desculpou dizendo que não me ligou porque ela não estava na clínica. Ou seja, eu..ou melhor, a Bebel, podia esperar.
E minha amiga do coração, aquela que atende pelo apelido de Shi-shi, ficou comigo mais de uma hora no Skype percorrendo comigo de mãos dadas os arcabouços da minha dor, da minha confusão e das minhas dúvidas e foi trilhando cada passo comigo, foi pensando junto, fazendo as perguntas certas, oferecendo sugestões e no final da conversa me senti uma mulher mais forte com algumas tarfeas práticas pela frente. Consultar uma advogado e ficar ciente dos fatos, e uma vez com os fatos na mão, aí toma-se uma decisão. Reação bem diferente daquela que já escutei antes…That’s something you’ll have to decide yourself.. Muito obrigada por me falar o óbvio, mas isso definitivamente não me ajuda em nada.
Hoje de manhã liguei pro advogado que a Shi-shi me recomendou. Na sexta-feira vou me consultar com ele.
Preciso me consultar também sobre essa dor que existe em mim. Preciso entender que eu tenho que estar aonde serei mais eu, onde serei mais feliz, onde serei inteira, onde posso ser de verdade. E sendo, outros a minha volta também serão, outros chegarão, outros se transformarão, como eu me transformei ao encontrar com pessoas tão maravilhosas no meu caminho. Como eu me transformei, apesar de ainda mázinha que sou às vezes, como você diz, ao encontrar você.
Já me resta muito pouco aqui. Eu acho que tá na hora de voltar pra casa de vez.
-/profile/016988792876050828742
2006-10-16T23:29:20.153-03:00
Moby's Life
Conheça um pouco da dura vida do meu cão Moby!
Conheça um pouco da dura vida do meu cão Moby!
-/profile/016988792876050828743
2006-10-15T00:42:15.670-03:00
Que
diabos foi aquilo?
Noite de sabado e
esse computadorzinho que o CJB deixou na minha, na semana passada, nao fala
portugues. Assim, hoje o post vai ser sem acentos, que era exatamente a
desculpa que eu precisava. Entao vou falar a verdade pra voces, eu odeio
escrever com acentos, simplesmente odeio ter que ir a cata dessas coisinhas que
passeiam por cima das palavras e que a esta altura ja me parecem totalmente
desnecessarias. Ja pensou a liberdade que seria se nao precisassemos mais dos
acentos?
E lembra daquele homem?? Sim aquele mesmo, por quem quase perdi a cabeca, me joguei embaixo da ponte, fui a pe do Rio a Salvador, dormi de meia? Confesso que ando pensando nele. Na verdade nao e nele que penso nao, mas no que ele representou pra mim. Foi por causa da maluquice passional na qual embarquei junto com ele, que eu voltei a escrever. Foi por causa da maluquice dele que eu comecei a me curar de algo tao profundo em mim que eu acreditava jamais ter fim. Depois de passados quase 12 meses, percebo que a coisa maluca que vivi com ele foi a melhor coisa que poderia ter acontecido naquele momento na minha vida.
Um dia a gente aprende que e impressionanate a forca que as coisas tem quando elas precisam acontecer. Sei que a frase nao e exatamente assim, mas e assim que lembro a minha querida me falando, em um dos tantos telefonemas que dei pra ela, quase aos prantos e sem saber o que fazer com o que eu sentia por aquele homem. Aquilo me comia por dentro, e bem..por fora tambem. Eu me sentia como se tivesse uma bomba relogio dentro de mim a ponto de explodir e me sentia constantemente entorpecida. A sensacao que eu sentia quando estava com ele era uma sensacao que nem sei se recoqueceria como prazer, porque era tao itenso, mas tao intenso que chegava a doer. E doia tudo, o corpo e a alma, e nao havia nada que eu pudesse fazer. Era dor e sensacao de entorpecimento. Ele tinha virado vicio pra mim Juro que sentia minha boca salivar quando falava ao telephone com ele e era informada que ele estava vindo me visitor. Nao me lembro de ter sentido isso antes na minha vida e confesso, nao desejo sentir isso novamente. Porque isso ai nao e nada alem da impressao que corpo e alma causam aos atomos a nossa volta quando percebemos a nossa existencia de forma exagerada e acelerada. Isso ai e ser e existir sem os limites da fisica, e respirar num universo quantico que nao tem nem comecou, meio ou fim.
A respiracao fica acelerada, o cabeca se descola do cerebro, o coracao pula pra fora, a boca saliva, o estomago da um no, e o olho fixa numa mesma imagem.E sabe o que percebia, nos poucos momentos de lucidez? Que nem a presence dele, de verdade, eu podia sentir, de tao entorpecida eu estava. Nunca lembrava das coisas que ele tinha dito, onde tinhamos ido, o que haviamos feito, as minhas promessas, as suas explicacaoes..nunca era capaz de recuperar nada do que havia sido vivido. Porque naquele furor, tudo se perdia, nada colava, nao dava tempo pra coisa alguma, as coisas aconteciam rapido demais e eu tava sempre com milhoes de perguntas para as quais ainda busco as respostas.
Acho que a maioria de voces ja viveu uma coisa assim. Que diabos e isso? Nao me venha com essa de amor porque de amor isso nao tem nada. Nao se constroi nada com isso, vida nenhuma e possivel assim, e essas relacoes sempre terminam de forma caotica, aos tropecos, em varios episodios de encontros e despedidas, de longas conversas sem sentido. Que diabos e isso??
E lembra daquele homem?? Sim aquele mesmo, por quem quase perdi a cabeca, me joguei embaixo da ponte, fui a pe do Rio a Salvador, dormi de meia? Confesso que ando pensando nele. Na verdade nao e nele que penso nao, mas no que ele representou pra mim. Foi por causa da maluquice passional na qual embarquei junto com ele, que eu voltei a escrever. Foi por causa da maluquice dele que eu comecei a me curar de algo tao profundo em mim que eu acreditava jamais ter fim. Depois de passados quase 12 meses, percebo que a coisa maluca que vivi com ele foi a melhor coisa que poderia ter acontecido naquele momento na minha vida.
Um dia a gente aprende que e impressionanate a forca que as coisas tem quando elas precisam acontecer. Sei que a frase nao e exatamente assim, mas e assim que lembro a minha querida me falando, em um dos tantos telefonemas que dei pra ela, quase aos prantos e sem saber o que fazer com o que eu sentia por aquele homem. Aquilo me comia por dentro, e bem..por fora tambem. Eu me sentia como se tivesse uma bomba relogio dentro de mim a ponto de explodir e me sentia constantemente entorpecida. A sensacao que eu sentia quando estava com ele era uma sensacao que nem sei se recoqueceria como prazer, porque era tao itenso, mas tao intenso que chegava a doer. E doia tudo, o corpo e a alma, e nao havia nada que eu pudesse fazer. Era dor e sensacao de entorpecimento. Ele tinha virado vicio pra mim Juro que sentia minha boca salivar quando falava ao telephone com ele e era informada que ele estava vindo me visitor. Nao me lembro de ter sentido isso antes na minha vida e confesso, nao desejo sentir isso novamente. Porque isso ai nao e nada alem da impressao que corpo e alma causam aos atomos a nossa volta quando percebemos a nossa existencia de forma exagerada e acelerada. Isso ai e ser e existir sem os limites da fisica, e respirar num universo quantico que nao tem nem comecou, meio ou fim.
A respiracao fica acelerada, o cabeca se descola do cerebro, o coracao pula pra fora, a boca saliva, o estomago da um no, e o olho fixa numa mesma imagem.E sabe o que percebia, nos poucos momentos de lucidez? Que nem a presence dele, de verdade, eu podia sentir, de tao entorpecida eu estava. Nunca lembrava das coisas que ele tinha dito, onde tinhamos ido, o que haviamos feito, as minhas promessas, as suas explicacaoes..nunca era capaz de recuperar nada do que havia sido vivido. Porque naquele furor, tudo se perdia, nada colava, nao dava tempo pra coisa alguma, as coisas aconteciam rapido demais e eu tava sempre com milhoes de perguntas para as quais ainda busco as respostas.
Acho que a maioria de voces ja viveu uma coisa assim. Que diabos e isso? Nao me venha com essa de amor porque de amor isso nao tem nada. Nao se constroi nada com isso, vida nenhuma e possivel assim, e essas relacoes sempre terminam de forma caotica, aos tropecos, em varios episodios de encontros e despedidas, de longas conversas sem sentido. Que diabos e isso??
-/profile/016988792876050828744
2006-10-11T21:36:12.006-03:00
Sofa
e Bebel, Graças a Deus..
Então eu liguei
pro homem na segunda-feira e fomos tomar um café num restaurante mutcho loco
que tem aqui perto, que poderia ser definido como uma espécie de coreano cabeça
ao molho de Yoga. Uma coisa assim quase Gula-Gula, mas sem o charme ou a bossa
nova.
Mas o que importa mesmo é que o homem era alto pacas, com uns colares estilo Castor de Andrade, e ficava falando sem parar e passando a língua no canto da boca para umedecer o ultimo resquício de seca labial. Um horror!
Só podia mesmo ser um grosso, como já suspeitávamos.
No final do encontro ele fez de tudo pra tentar construir alguma cumplicidade entre nós, alguma coisa, qualquer que fosse. Mas eu não dei nada, nada mesmo. Nem meu email eu liberei, e nem respondi sim para o seu convite de dia desses ir assisstir as folhas trocando de cor, nesse outono que já começou.
Outono é a minha época preferida porque tudo a minha volta toma as minhas cores..vermelho, dourado, roxo…Foi no outono do ano passado que eu conheci aquele homem que quase me levou a loucura.
Me perguntou se um dia vou amar novamente.
Vou agarrar a Bebel e assisstir Cobras e Lagarto, que é o que me resta e Graças a Deus não é pouco!
Mas o que importa mesmo é que o homem era alto pacas, com uns colares estilo Castor de Andrade, e ficava falando sem parar e passando a língua no canto da boca para umedecer o ultimo resquício de seca labial. Um horror!
Só podia mesmo ser um grosso, como já suspeitávamos.
No final do encontro ele fez de tudo pra tentar construir alguma cumplicidade entre nós, alguma coisa, qualquer que fosse. Mas eu não dei nada, nada mesmo. Nem meu email eu liberei, e nem respondi sim para o seu convite de dia desses ir assisstir as folhas trocando de cor, nesse outono que já começou.
Outono é a minha época preferida porque tudo a minha volta toma as minhas cores..vermelho, dourado, roxo…Foi no outono do ano passado que eu conheci aquele homem que quase me levou a loucura.
Me perguntou se um dia vou amar novamente.
Vou agarrar a Bebel e assisstir Cobras e Lagarto, que é o que me resta e Graças a Deus não é pouco!
-/profile/016988792876050828744
2006-10-10T16:02:35.743-03:00
A
Cachorrada do Posto 6
Pra quem quiser ter uma idéia de como foi o nosso verão no Rio de Janeiro...
Pra quem quiser ter uma idéia de como foi o nosso verão no Rio de Janeiro...
-/profile/016988792876050828741
2006-10-07T13:09:37.500-03:00
Da
séria série..Aconteceu comigo!!
Tava eu aqui na
minha casa, sentada na frente desse Mac maravilhoso que tenho definidio como a
mais perfeita tradução do que viria a ser o Feng Shui tecnológico se existisse
um, tentando terminar esse projeto gigantesco no qual tenho trabalho nos
últimos meses, quando o telefone tocou. Eram umas 6 da tarde. Normalmente não
atendo o telefone quando estou trabalhando, mas costumo dar uma espiadela no
calling ID pra ver quem é que chama de lá. Só que o telefone do meu escritório
não denuncia o chamador e como era sexta-feira, e eu tava já no fim, e podia
ser um convite para alguma balada mais que necessária, resolvi atender.
-Hello..
_May I speak to M...
_This is she..who is this?
_This is Stuart..
_Stuart who? I don't know any Stuart..I think you've called the wrong number
_Is this M..?
_Yes, but as I said..
_We have been exchanging emails through the Internet..
_Ha!!!! That Stuart....And???
_And I'm calling to say that I feel bad and I would like to have coffee with you.
_I see....
Acontece que o tal do Stuart, que literalmente nunca vi mais gordo, e eu que literalmente de gorda não tem nada, conseguimos brigar através de um dialógo de poucas palavras num desses sites de Internet Dating.
Eu e o Stuart (e falando assim até parece que somos íntimos) começamos a nos corresponder em Junho e apesar de morarmos no mesmo bairro nunca nos encontramos. Tentamos algumas vezes mas sempre havia um contra-tempo e quando eu decidi que ia passar dois meses no Brasil decidi também que aquele não seria um bom momento para conhecer ninguém. E por conta disso o tal do Stuart chegou até a me ligar e sua voz é igual a de um piloto da United, mas eu não fiz grandes esforços. Na minha despedida via email ele me enviou seu endereço e disse que adoraria receber um cartão postal do Rio.
No Rio, confesso que até cheguei a parar numa banca e a olhar os cartões e me atinei para onde ficava o correio mais próximo. Mas acabei não enviando cartão nenhum. Ao invés disso, escrevi um email uma semana antes de sair do Rio perguntando se ele ainda estava around...Ele me levou uns 5 dias pra responder, e numa frase curta disse algo como..sei lá me sinto meio unseattled right now. Não entendi ao certo o que ele queria dizer mas depois respondi que tava tudo bem e que eu achava que , de qualquer forma, havíamos perdido momentum... E a prova de que eu estava certa veio quando ele me respondeu, uma semana depois, com apenas uma frase dizendo que a mensagem que eu havia mandado era estranha.....Acho que foi ele que não me entendeu..Enfim, a coisa foi engrossando até ele me chamar de solteirona crônica!! E em espanhol! Imagine uma coisa dessas???? Fiquei tão puta que respondi em apenas uma frase
-I'm not a solteirona crônica..I'm a widow!!
E acionei um mecanismo no site que coloca ele na minha lista negra e o bloqueia de me enviar emails.
Não vou dizer que não pensei mais no assunto porque estaria mentindo.. Fiquei imaginando que ele se sentiria péssimo por ter sido tão grosso comigo sem nececessidade e que se ele fosse alguém de algum coração e caráter, iria atrás do número de telefone qe um dia lhe passei e me ligaria pra pedir desculpas.
E foi extamente isso que o Stuart fez.
Agora me diz, eu vou tomar café com esse cara que eu já sei ter o pavio curto, mas que agiu de forma correta, ou eu nem dou uma chance pro rapaz??
-Hello..
_May I speak to M...
_This is she..who is this?
_This is Stuart..
_Stuart who? I don't know any Stuart..I think you've called the wrong number
_Is this M..?
_Yes, but as I said..
_We have been exchanging emails through the Internet..
_Ha!!!! That Stuart....And???
_And I'm calling to say that I feel bad and I would like to have coffee with you.
_I see....
Acontece que o tal do Stuart, que literalmente nunca vi mais gordo, e eu que literalmente de gorda não tem nada, conseguimos brigar através de um dialógo de poucas palavras num desses sites de Internet Dating.
Eu e o Stuart (e falando assim até parece que somos íntimos) começamos a nos corresponder em Junho e apesar de morarmos no mesmo bairro nunca nos encontramos. Tentamos algumas vezes mas sempre havia um contra-tempo e quando eu decidi que ia passar dois meses no Brasil decidi também que aquele não seria um bom momento para conhecer ninguém. E por conta disso o tal do Stuart chegou até a me ligar e sua voz é igual a de um piloto da United, mas eu não fiz grandes esforços. Na minha despedida via email ele me enviou seu endereço e disse que adoraria receber um cartão postal do Rio.
No Rio, confesso que até cheguei a parar numa banca e a olhar os cartões e me atinei para onde ficava o correio mais próximo. Mas acabei não enviando cartão nenhum. Ao invés disso, escrevi um email uma semana antes de sair do Rio perguntando se ele ainda estava around...Ele me levou uns 5 dias pra responder, e numa frase curta disse algo como..sei lá me sinto meio unseattled right now. Não entendi ao certo o que ele queria dizer mas depois respondi que tava tudo bem e que eu achava que , de qualquer forma, havíamos perdido momentum... E a prova de que eu estava certa veio quando ele me respondeu, uma semana depois, com apenas uma frase dizendo que a mensagem que eu havia mandado era estranha.....Acho que foi ele que não me entendeu..Enfim, a coisa foi engrossando até ele me chamar de solteirona crônica!! E em espanhol! Imagine uma coisa dessas???? Fiquei tão puta que respondi em apenas uma frase
-I'm not a solteirona crônica..I'm a widow!!
E acionei um mecanismo no site que coloca ele na minha lista negra e o bloqueia de me enviar emails.
Não vou dizer que não pensei mais no assunto porque estaria mentindo.. Fiquei imaginando que ele se sentiria péssimo por ter sido tão grosso comigo sem nececessidade e que se ele fosse alguém de algum coração e caráter, iria atrás do número de telefone qe um dia lhe passei e me ligaria pra pedir desculpas.
E foi extamente isso que o Stuart fez.
Agora me diz, eu vou tomar café com esse cara que eu já sei ter o pavio curto, mas que agiu de forma correta, ou eu nem dou uma chance pro rapaz??
-/profile/016988792876050828745
2006-10-04T20:51:55.916-03:00
Her name is Rio and she dances on the sand...
-/profile/016988792876050828744
2006-10-02T16:26:18.950-03:00
Vai
rolar Belchior!!!
Naquela festa
meio estranha, com um tempo frio e chuvoso, sentamos eu e CJB no sofá. Ele
olhava com olhar suspirante para as meninas dançando ali na nossa frente,
naquela sala pequena, e eu tentava entender que em apenas 24 horas eu já estava
do outro lado do planeta, curtinado a festinha na casa do Juan Earlyfall. Pensava
nas coisas que havia deixado no Rio, lembrava das corridas na praia, dos novos
amigos, penava em Dani e Elisa, na minha prima querida de quem eu me
re-aproximei depois de tantos anos longe. Lembrava do Dog Walker e do passeio
inesquecível que fizemos. Lembrava de meu irmão e da famosa Festa da Estante e
pensava na saudade que ia sentir de poder me sentir na essência, ou melhor
dizendo, na efervescência daquela cidade maravilhosa. E foi assim, perdida nos
meus pensamentos, que me lembrei de uma chamada rápida que havia visto na GNT
com o Darci Ribeiro. Me virei para CJB e disse:
- O Darci Ribeiro uma vez disse que o amor é a experiência humana mais intensa e que a maravilha da vida está no fato de que podemos experimentar essa sensação várias vezes na vida, e com pessoas diferentes.
Ele que já tava pra lá de uma Bagdah mais que bombardeada falou..
-Hummm..Darci Ribeiro, não gosto do Darci Ribeiro...Humm.. Darci Ribeiro..
Numa tentativa de fazer com que ele desse mais atenção ao pensamento em si do que ao pensador retruquei..
- Desculpe, não foi o Darci não, fo o Merquior!
Aí, um desavisado que eu não acredito que teria feito melhor se ainda ainda estivesse sóbrio, perguntou numa mistura de euforia e surpresa:
-O que???? Vai tocar Belchior!!! Manda o Belchior!!! Galera, vai tocar Belchior!
É... aqui nos EUA, que é o paraiso da medilcridade, só pode mesmo rolar é José Guilherme Belchior!
Ningúem merece...
- O Darci Ribeiro uma vez disse que o amor é a experiência humana mais intensa e que a maravilha da vida está no fato de que podemos experimentar essa sensação várias vezes na vida, e com pessoas diferentes.
Ele que já tava pra lá de uma Bagdah mais que bombardeada falou..
-Hummm..Darci Ribeiro, não gosto do Darci Ribeiro...Humm.. Darci Ribeiro..
Numa tentativa de fazer com que ele desse mais atenção ao pensamento em si do que ao pensador retruquei..
- Desculpe, não foi o Darci não, fo o Merquior!
Aí, um desavisado que eu não acredito que teria feito melhor se ainda ainda estivesse sóbrio, perguntou numa mistura de euforia e surpresa:
-O que???? Vai tocar Belchior!!! Manda o Belchior!!! Galera, vai tocar Belchior!
É... aqui nos EUA, que é o paraiso da medilcridade, só pode mesmo rolar é José Guilherme Belchior!
Ningúem merece...
-/profile/016988792876050828746
2009-04-20T18:44:40.629-03:00
Paguei
pra ver!
Espelho, espelho
meu..existe no mundo gente mais exibida do que eu? Sim minha filha existe, e
eles estão todos lá no clube de swing, no planeta Copacabana!
Gente, o que foi aquilo??? E eu que pensava que tava indo para um inferninho, aquilo ali tava mais pra infernão, com direito a dar entrada direto no Hospital Copa D’ior, que fica ao lado.
Olha, foi uma experiência e tanta. O ambiente tem dois andares, no de baixo rola música ao vivo e é legal, mas em cima, é ali que o bicho pega. A maior trepação da qual já se teve notícia, a galera praticando o sexo livre a três por quatro, literalmente. Pois o dog walker e sua bitch ficaram lá olhando, pegando aqui e ali de vez em quando, e até com um americano metido eu falei que me disse, assim no fim da noite, que os clubes de Los Angeles são melhores. Ha tá, té parece. Na área de entretenimento só tem duas coisas que nos EUA é melhor, que são filme de ação e Disney World, e mesmo assim dizem que o parque do Beto Carrero tá batendo um bolão.
Mas pois é, o dog walker me levou pra passear e depois, bem depois eu vou contar depois. Fiquem ligados que vai rolar cenas dos próximos capítulos.
Cenas
Pois é..agora tem um dog walker na área. Acho que ele tá querendo me namorar, mas eu tô de saída criatura, não vê? Me ligou as 9 da manhã, queria saber se eu já tinha me recuperado da meia garrafa de vinho + 2 caipirinhas da noite anterior. E hoje eu tô a própria Rebordosa re-encarnada. Uma moleza, uma preguiça, uma dor de cabeça e agora também tenho um dog walker pra resolver. Ha gente, sei lá mil coisas...Vou embora daqui a 4 dias, eu disse 4 dias! E não quero saber de drama não.
That's all FUCKS!!!
Gente, o que foi aquilo??? E eu que pensava que tava indo para um inferninho, aquilo ali tava mais pra infernão, com direito a dar entrada direto no Hospital Copa D’ior, que fica ao lado.
Olha, foi uma experiência e tanta. O ambiente tem dois andares, no de baixo rola música ao vivo e é legal, mas em cima, é ali que o bicho pega. A maior trepação da qual já se teve notícia, a galera praticando o sexo livre a três por quatro, literalmente. Pois o dog walker e sua bitch ficaram lá olhando, pegando aqui e ali de vez em quando, e até com um americano metido eu falei que me disse, assim no fim da noite, que os clubes de Los Angeles são melhores. Ha tá, té parece. Na área de entretenimento só tem duas coisas que nos EUA é melhor, que são filme de ação e Disney World, e mesmo assim dizem que o parque do Beto Carrero tá batendo um bolão.
Mas pois é, o dog walker me levou pra passear e depois, bem depois eu vou contar depois. Fiquem ligados que vai rolar cenas dos próximos capítulos.
Cenas
Pois é..agora tem um dog walker na área. Acho que ele tá querendo me namorar, mas eu tô de saída criatura, não vê? Me ligou as 9 da manhã, queria saber se eu já tinha me recuperado da meia garrafa de vinho + 2 caipirinhas da noite anterior. E hoje eu tô a própria Rebordosa re-encarnada. Uma moleza, uma preguiça, uma dor de cabeça e agora também tenho um dog walker pra resolver. Ha gente, sei lá mil coisas...Vou embora daqui a 4 dias, eu disse 4 dias! E não quero saber de drama não.
That's all FUCKS!!!
-/profile/016988792876050828749
2006-09-20T22:42:27.196-03:00
A
última vez???? misquici.....
Me perguntaram
por qual continente eu ando e minha vontade era a de dizer que eu prefiro ser
essa metamorfose ambulante.. Mas não sou nem tão livre e muito menos genial
como o Raulzinho e por isso digo..hoje estou no continente chamado Copacabana,
mas amanhã que já é outro dia sabe-se lá onde estarei. Mas vamos aos últimos
fatos e decisões.
Bem, eu decidi que sendo eu tão apaixonada pelos meus cães, Moby e Bebel, e já que eu tenho que dar pra alguém (porque mulher solteira nenhuma pode passar 2 meses na cidade maravilhosa e ir embora mais apertada do que quando chegou) eu decidi que vou dar pro andador dos meus cachorros, o tal do dog walker, que aqui também virou profissão. Pronto! Falei! E a coisa vai acontecer no sábado. Já tá tudo combinado, ele vai me levar num inferninho desses de Copa que eu sempre quis conhecer mas tava ocupada demais fazendo mestrado e depois doutorado e depois o cacete a quatro e namorando meninos corretinhos e limpinhos. Mas agora o dog walker vai me redimir. Oba! Vou cair na baixaria. Depois eu conto. Serå?
E a prova cabal de que o PT tá mesmo em baixa foi a última festa do PT, que sempre foram super animadas e também o reduto da galera moderninha e cabeção do RJ. Dessa vez só tinham 50 pessoas que se revezavam como encosto de parede e que bocejavam ao som de uma música muito maluca que o DJ que alguéum ainda mais sem noção contratou. Eu não fui não mas fontes seguras me passaram o recado.
E Bebel agora deu pra andar nas calçadas de Coapacabana que nem o Jack Nicholson em As good as it gets..a cachorra se recusa a passar por rachaduras, pequenos buracos, perto de orelhão e outras maluquices.. Gente, minha cadela tem TOC!
O único problema é que antes de fazermos tal combinação (voltei a falar do dog walker..) esta manhã, ele me contava que um dia foi fazer a sua boa ação como qualquer portador de sangue O negativo que se preze. Ele costuma doar sangue. E que logo depois o médico ligou dizendo que ele tava positivo para siflis. Alguns testes e muitas doses de antibióticos mais tarde o médico revelou se tratar de memória imunológica..Como qualquer rapaz carioca nascido nos anos 60-70, o dog walker também frequentou a Casa Rosa e outros lugares onde se praticava o sexo pago. Hoje, muitos anos depois, suas células imunológicas ainda revelam o passado sombrio. Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece e pelo visto as células imunológicas também não. E eu que me cuide porque Deus me livre compartilhar desse passado sombrio..e eu que me cuide porque Deus me live me apaixonar nos 45 minutos do segundo tempo. Que eu tô voltando pra casa semana que vem, e a casa fica longe….muito longe daqui e num continente que não engloba uma ilha e nem forma um arquipélogo e onde não vive nem Ana Terra e nem Um certo Capitão Rodrigo. Infelizmente. Beijo nos gaúchos queridos..
Bem, eu decidi que sendo eu tão apaixonada pelos meus cães, Moby e Bebel, e já que eu tenho que dar pra alguém (porque mulher solteira nenhuma pode passar 2 meses na cidade maravilhosa e ir embora mais apertada do que quando chegou) eu decidi que vou dar pro andador dos meus cachorros, o tal do dog walker, que aqui também virou profissão. Pronto! Falei! E a coisa vai acontecer no sábado. Já tá tudo combinado, ele vai me levar num inferninho desses de Copa que eu sempre quis conhecer mas tava ocupada demais fazendo mestrado e depois doutorado e depois o cacete a quatro e namorando meninos corretinhos e limpinhos. Mas agora o dog walker vai me redimir. Oba! Vou cair na baixaria. Depois eu conto. Serå?
E a prova cabal de que o PT tá mesmo em baixa foi a última festa do PT, que sempre foram super animadas e também o reduto da galera moderninha e cabeção do RJ. Dessa vez só tinham 50 pessoas que se revezavam como encosto de parede e que bocejavam ao som de uma música muito maluca que o DJ que alguéum ainda mais sem noção contratou. Eu não fui não mas fontes seguras me passaram o recado.
E Bebel agora deu pra andar nas calçadas de Coapacabana que nem o Jack Nicholson em As good as it gets..a cachorra se recusa a passar por rachaduras, pequenos buracos, perto de orelhão e outras maluquices.. Gente, minha cadela tem TOC!
O único problema é que antes de fazermos tal combinação (voltei a falar do dog walker..) esta manhã, ele me contava que um dia foi fazer a sua boa ação como qualquer portador de sangue O negativo que se preze. Ele costuma doar sangue. E que logo depois o médico ligou dizendo que ele tava positivo para siflis. Alguns testes e muitas doses de antibióticos mais tarde o médico revelou se tratar de memória imunológica..Como qualquer rapaz carioca nascido nos anos 60-70, o dog walker também frequentou a Casa Rosa e outros lugares onde se praticava o sexo pago. Hoje, muitos anos depois, suas células imunológicas ainda revelam o passado sombrio. Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece e pelo visto as células imunológicas também não. E eu que me cuide porque Deus me livre compartilhar desse passado sombrio..e eu que me cuide porque Deus me live me apaixonar nos 45 minutos do segundo tempo. Que eu tô voltando pra casa semana que vem, e a casa fica longe….muito longe daqui e num continente que não engloba uma ilha e nem forma um arquipélogo e onde não vive nem Ana Terra e nem Um certo Capitão Rodrigo. Infelizmente. Beijo nos gaúchos queridos..
-/profile/0169887928760508287416
2006-09-13T08:45:40.740-03:00
Desencontro Marcado
Eu sou chegada a
uma modernidade..é bem verdade! Mas tem gente que não tem medida. Ontem fui no
novo Devassa da Farme de Amoedo, em Ipanema. O Devassa é discípulo da Academia
da Cachaça, só que não vende cachaça mas sim pizza da tapioca! Não, fala sério!
Pizza de tapioca é demais! Pois eu cheguei no local esbaforida, que é a forma
como sempre chego em todos os locais, e falei pro garçon me trazer um chop
antes que eu tivesse um ataque do coração ali na frente dele e ele tivesse que
chamar ambulância, fechar o estabelecimento e ter lucro zero naquela noite. E
também pedi uma pizza maragarita porque pensei com meus botões..não dá pra
errar com pizza margarita, é queijo muzzarela, é tomatinho e umas folhinhas de
manjericão. E foi aí que eu descobri que sim, dá pra errar com pizza margarita
e é muito simples. Basta, ao invés de pizza, trazer uma coisa dura e salgada
feita de tapioca! Eu olhei aquilo com olhar curioso, provei um pedaço e chamei
o homem de novo. Olha, eu disse pra ele, eu admiro muito que vocês queiram
inovar, trazer uma coisa diferente, mas a pizza, que eu considero o comestível
mais popular do mundo depois do chocolate, tem sobrevivido a todas as
catástrofes naturais, à guerras, à tempestades e isso porque sua receita básica
é infalível! E vocês, que acham que vão mudar o mundo começando por Ipanema me
trazem essa coisa bonitinha, porém ordinária, feita de tapioca! O senhor me
desculpe mas não quero não. Isso não é pizza, é petisco de baiano, e antes que
a discussão entre no campo semântico ou da semiótica do que é e o que não é
pizza, o senhor por favor me traga uma porção de pastel de camarão com
catupiry. E sem novidades, please! E depois disso, e dele derramar chop em mim
umas duas vezes a noite correu sem maiores incidentes.
A noite era pra comemorar a ida de uma louca que ganhou do CNPq uma bolsa pra ir à Paris. A menina, a tal de Carol, depois de alguns copos perguntou ao auto-denominado faz-tudo do Devassa qual era o seu nome. O homem respondeu Aquino..Pois a menina não pestanejou e mandou na lata..Aquino Rabo?
Depois fiquei de papo furado com minha amiga C. que mora em Nova York. Era na casa dela que eu ficava quando ia para NY uma vez por semana fazer o curso de roteiro de televisão. E minha amiga me perguntava por onde andam os homens cariocas..E eu respondi..estão todos nos milhares de clubes guys da cidade..pode desistir que aqui nessa terra não rola nenhum Marlboro. Vamos voltar pros EUA que lá somos deusas e já que a competição por um colo cabeludo esses dias está mais cruel do que nunca, melhor traçar tal guerra em ambiente favorável! E voumembora pra Passagarda…
E que diabos que tô começando a achar que nunca mais se ouvirá outra coisa nessa cidade que não Chico. Tudo bem, acho legal lançar disco revival, acho legal Chico, mesmo que sem a ditadura pra atiçar sua criatividade e sensibilidade sem igual, mas verdade é que não aguento mais ouvir Chico. Onde quer que se vá o homem tá lá com sua voz chifrim..
Mas falando em ir e vir…saudades de Shirley, a única que ocupa estas páginas com seu nome real. É que Shi-shi, como é conhecida pelos bons e pelas boazudas, é ser humano superior que não tem o que temer..Shi-shi só se for com nome real! E da última vez que nos encontramos fechamos que nosso próximo encontro seria às 6 da tarde, na esquina em frente à padaria.
Quando me fui lembrei que Shi-shi mora numa cidade onde dizem não haver esquinas enquanto eu moro longe pacas e pra chegar em casa tenho que pegar várias conduções, e lá não há nenhuma coisa que se pareça com uma padaria. Onde será que encontrarei Shi-shi?
Quem sabe numa beira de praia, dia desses, comendo pizza de tapioca e ouvindo Chico, feliz da vida.
A noite era pra comemorar a ida de uma louca que ganhou do CNPq uma bolsa pra ir à Paris. A menina, a tal de Carol, depois de alguns copos perguntou ao auto-denominado faz-tudo do Devassa qual era o seu nome. O homem respondeu Aquino..Pois a menina não pestanejou e mandou na lata..Aquino Rabo?
Depois fiquei de papo furado com minha amiga C. que mora em Nova York. Era na casa dela que eu ficava quando ia para NY uma vez por semana fazer o curso de roteiro de televisão. E minha amiga me perguntava por onde andam os homens cariocas..E eu respondi..estão todos nos milhares de clubes guys da cidade..pode desistir que aqui nessa terra não rola nenhum Marlboro. Vamos voltar pros EUA que lá somos deusas e já que a competição por um colo cabeludo esses dias está mais cruel do que nunca, melhor traçar tal guerra em ambiente favorável! E voumembora pra Passagarda…
E que diabos que tô começando a achar que nunca mais se ouvirá outra coisa nessa cidade que não Chico. Tudo bem, acho legal lançar disco revival, acho legal Chico, mesmo que sem a ditadura pra atiçar sua criatividade e sensibilidade sem igual, mas verdade é que não aguento mais ouvir Chico. Onde quer que se vá o homem tá lá com sua voz chifrim..
Mas falando em ir e vir…saudades de Shirley, a única que ocupa estas páginas com seu nome real. É que Shi-shi, como é conhecida pelos bons e pelas boazudas, é ser humano superior que não tem o que temer..Shi-shi só se for com nome real! E da última vez que nos encontramos fechamos que nosso próximo encontro seria às 6 da tarde, na esquina em frente à padaria.
Quando me fui lembrei que Shi-shi mora numa cidade onde dizem não haver esquinas enquanto eu moro longe pacas e pra chegar em casa tenho que pegar várias conduções, e lá não há nenhuma coisa que se pareça com uma padaria. Onde será que encontrarei Shi-shi?
Quem sabe numa beira de praia, dia desses, comendo pizza de tapioca e ouvindo Chico, feliz da vida.
-/profile/0169887928760508287417
2006-09-10T08:34:17.990-03:00
Impossibilitada
de escrever esses
dias..nada alarmante mas agora nao da. Volto em breve...
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