terça-feira, julho 10, 2007

De 23/7/2007 a 19/1/2007

-profile/016988792876050828744
2007-07-10T23:07:49.939-03:00
A magica de Oz
Passei estes últimos 4 dias me empapuçando na Disney dos Letrados (e também dos Letrandos), evento que vem ocorrendo todos os invernos em Paraty desde 2003. Este ano, na Festa Litearária Internacional de Paraty, ou simplesmente FLIP, havia para todos os gostos: de bonitões como o Angolano Agualusa e o Argentino Alan Pauls, aos vicerais Amos Oz e Robert Fisk, sem deixar de mencionar os esquisitões Will Self e J.M. Coetzee. Esse último revelou-se o João Gilberto da Literatura Internacional. Ao ler um fragmento de seu novo texto para uma multidão de pessoas que se aglomerava dentro e fora das tendas (e olha que nem era jogo do Fla-Flu), o autor interrompeu a leitura quando o celular (ou seria o bip?) de um desavisado começou a tocar.

Na festa estavam também presentes as aparentemente bem-comportadas escritoras Kiran Desai e Ahdaf Soueif, e a contemplada com o título de maior escritora brasileira e levantadora de peso Ana Maria Gonçalves. Ana Maria é autora da magnífica obra de 952 páginas Um defeito de Cor, que temo poder me dar também um Defeito de Coluna, quando eu criar a devida coragem para me aventurar entre suas páginas.

Enquanto uns se acomodavam confortavelmente na tenda dos autores, os não-autores se conformavam com um telão que transmitia ao vivo e à cores todos os debates. E sem a privacidade oferecida aos VIPs, os não-autores compartihavam o espaço com os transeuntes que circulavam pela Praça da Matriz, com os curiosos que observavam tudo com olhar tímido, com os gulosos que namoravam o salsichão, o cheesburger de queijo ou o chicken nuggets de galinha, ou os menos exigentes que iam direto na pipoca colorida (alguém pode me explicar porque a pipoca da Flip é rosa? Pipoca de Hisroshima?). E dos muitos que ali ficavam na Praça da Matriz estavam crianças e adolescentes que soltavam estalinhos que se confundiam às palmas que VIPS e não-VIPS batiam calorosamente em resposta às opiniões e revelações de seus ídolos literários; revelações ora dignas de palmas comportadas, ora de estalinhos, bombinhas e até morteiros. Ou ainda dignas de simples risinhos ou estranhamentos, como a resposta que Dennis Lehane deu ao provocativo comentário de Guilhermo Arriaga. Quando o mexicano disse que o primeiro mundo escrevia sobre a violência por pura diversão, querendo dizer que a violência da pobreza era previlégio nosso, o americano retrucou convidando o colega a conhecer Baltimore. Caro Arriaga, eu já morei em Baltimore e lhe ofereço um conselho de amiga.
Não vá a Baltimore! É frio, é feio, é sujo. Mas pobreza como àquela do Complexo do Alemão, como a das nossas e das suas favelas, de verdade isso não há em Baltimore. Por mais que se diga que há pobreza nos EUA, não há pessoas vivendo cercadas por 4 folhas de papelão embaixo de uma marquise! O que há é muita pobreza de espírito, e nisso eles são embatíveis. Não acho que Lehane soubesse relamente o que dizia. Talvez ao ver as casas simples de pescadores ali de Paraty ele pensasse que era disso que se tratava a pobreza brasileira.

Outro grande momento do evento foi a dança (assim os autores designaram o encontro), entre a sul-africana e Prêmio Nobel
Nadine Gordimer e o israelense e bombeiro Amos Oz. Foi Gordimer que revelou que o escritor que ali com ela compartilhava o palco não deixava de ser um bombeiro, em suas inúmeras tentativas de poupar que milhões de vidas ardessem nas chamas do fogo de uma guerra milenar. E guerras, como bem disse Robert Fisk, é a expressão maior da probreza de espírito humana.

Pra mim que participei do evento na singela categoria de aprendiz, amadora e sonhadora, a FLIP foi um dos passeios mais prazerosos dos últimos tempos. Além de Paraty, que por si só não requer qualquer justificativa para sua visitação, andei por 4 dias em ruas que ora tropessava em pedras tombadas, ora esbarrava em amigos saudosos. Curti dias lindos e ensolarados num inverno tropical como aquele só compreendido por quem já nasceu feriado, alimentei a alma de sonhos e estórias contadas em outras línguas, vividas por outras partes, observadas por outros olhos, e fui embora com a mala cheia de livros e a esperança de que também eu um dia seja capaz de realizar a mágica do escritor que consegue transportar seu leitor para qualquer mundo, tempo, realidade, ou cidade. A mágica de autores como Gordimer, Agualusa, Ana Maria Gonçalves, Mia Couto, Soueif, Coetzee e Kiran Desai. E como se fosse apenas possível, quiça a mágica de Oz.





-profile/016988792876050828741
2007-07-03T20:41:21.885-03:00
As curvas da estrada de Santos
No dia da independência de vocês, eu vou pegar meu carro, minha amiga e meu Ipod e vou para Parati. Simples assim. Só volto no domingo e quem sabe, nem mais tão independente assim. Quem sabe??





-profile/016988792876050828744
2007-07-02T19:25:43.979-03:00
Saudades eh pra sentir
Ontem quando eu corria no parque, pensava sobre a saudade. Nos enganamos ao pensar que o sentir saudades é uma emoção que pede ação. Já pensei que porque sentia saudades de algo ou de alguém, deveria ir correndo em busca da minha falta. Que tolice. Saudade é apenas pra ser sentido e mais nada. E ponto. E fim.
Porque a emocão é desprendida de qualquer vínculo com a realidade externa, ela está dentro da gente. E pode sair correndo, que quando chegares lá a sua emoção vai virar-se na direção oposta e sentirás saudade do que ficou pra trás, seja o que tenha sido. Senti muitas coisas nesses últimos 12 anos da minha vida, mas a presença mais constante no me coração tem sido a ausência. De tudo e de todos. E sei porque sinto isso, porque vivo na falta. Tô na dívida, e devendo big bucks ao meu coração, ás minhas lembranças, aos meus sonhos. Devo uma barbaridade que não há consolidation plan que possa dar jeito.
Vivo os dias esperando que sobre alguma coisa no final pra que eu possa botar na poupança da minha esperança. E peço que essa poupança renda alguns trocados no final do mês e que o montante seja suficiente para eu comprar um pouquinho de paixão na quitanda que é o seu coração.





-profile/016988792876050828741
2007-07-02T09:43:53.705-03:00
Rescue Me


Me apaixonei! E foi em inglês. Já é vício, quero toda hora. Homem? Não, nada disso.. Mulher? Menos, vai...Me apaixonei pelo seriado do Denis Leary, Rescue me.
O seriado se passa numa NY pós 9/11, e foca numa corporação do corpo de bombeiros. E demonstra, com aquele ritmo perfeito, com diálogos do tamanho certo e com a quantidade perfeita de palavras, os traumas dos bombeiros e melhor ainda, a dificuldade que eles têm em botar pra fora. Até aí nada de surpreendente. O surpreendente do seriado, e é ai que ele ganha tudo que quiser de mim, é que o Denis Leary faz uma crítica inteligente e perspicaz a hipocrisia da sociedade americana. E traça todo o perfil de um sociedade mimada, apavorada, que não tolera a realidade de que viver tem seus riscos, e que fantasia que para ser feliz basta comprar a apólice certa.
Há uma cena excelente onde um dos bombeiros é convencido por um psicanalista do tipo bem Manhattan de fazer uma visita ao grupo de terapia que ele está coordenando e onde os pacientes do grupo dizem estar sofrendo de síndrome pós traumática, causada pelo terrível ataque às torres. Muito a contra-gosto o bombeiro aceita ir no encontro e leva consigo as poesias que anda escrevendo (e que esconde dos outros companheiros bombeiros porque poesia é considerado gay dentro da coorporação). Então ele lê as poesias para o grupo e as mesmas falam de fumaça, morte, torre, avião e outras visões particulares daquele dia fatídico. No final da leitura das poesias, estão todos na sala chorando. Uma mulher, com lágrimas nos olhos então diz que a poesia dele é muito forte e que a levou de volta ao ground zero. O bombeiro então pergunta se ela estava no ground zero no dia e ela então responde, como se fosse natural: Não, eu estava no west side having a facial!
O bombeiro fica chocado com a resposta, ou ainda mais com a cena, e vai perguntando um por um ali presente onde eles estavam no dia do ataque, só para descobrir que daquele grupo que dizia estar vivendo traumas horríveis pós- 9/11 não havia sequer um que estivesse presente na região do ataque, ou que tivesse perdido alguém no ataque, ou conhecido alguém que tivesse sofrido uma perda grande.
O que se segue é uma demonstração sensacional do que eu chamaria de reação viceral à apropriação de dor alheia. Porque o bombeiro realmente entrou nos prédios, viveu a coisa de perto, o calor (literalmente) da situação, arrisocu a vida, perdeu amigos e até hoje tem pesadelos que revivem as horas vividas ali.
Ele então se sente roubado e usado, e fica absolutamente revoltado com a descoberta de que sua dor estava sendo apropriada por uma nação inteira. Ele sai da sala de modo bombástico e chamando todos de "crying babies".
Numa outra cena, Mike, que é o protagonista feito por Denis, e também bombeiro, tem uma crise no meio das ruas de Manhatan, e avança em cima das barraquinhas que vendem cookies para reverter dinheiro pros Fire Fighters e suas famílias. Essa atitude é bem americana..na total inabilidade de saber se dar e realmente ajudar ao próximo, vende-se cookies! É o máximo da hipocrisia açucarada. Sempre detestei essa coisa dos cookies e já tive ganas de fazer o mesmo que Denis fez com a barraquinha de cookies, quando via as barraquinhas de cookies para pacientes de câncer. Porque foi desta sociedade tão preocupada com o outro que saiu o oncologista de meu marido que tinha diploma de Harvard e whatever esle mas que foi preciso que David tivesse dois cânceres para que ele começasse a chamá-lo pelo primeiro nome. Ou a grande médica do America's # 1 Hospiatl Johns Hopkins que gritou comigo dizendo que eu estava atrapalhando o tratamento do meu marido com minhas "perguntas"
Voltando ao Rescue me..os mesmos Fire Fighters que tanto "apoio" teriam da sociedade não encontram quem os escute ou quem relamente e genuínamnte esteja preocupado em ajudá-los..Mike vai ao pscinalista na esperaça de que agora sim alguém irá escutá-lo e o médico, pago pelo estado para recebê-lo, lhe dá algumas receitas e o manda embora. Os bombeiros me lembram a situação dos soldados enviados ao Iraque, que dão a vida por uma causa que até hoje ninguém conseguiu justificar de forma convincente e que fora os cookies e os colantinhos na bunda dos SUVs que dizem We support our troops, são facilmente esquecidos por uma sociedade que está ocupada demais com investimentos, 401s, taxes, e ápolices de seguro que jamais trarão felicidade para ninguém.
Cookies???...No thanks!





-profile/016988792876050828742
2007-06-29T14:48:58.058-03:00
As voltas com tantas voltas
Na semana passada eu me preocupava com a possibilidade de não conseguir fazer no Brasil as coisas que gostaria. Uma semana depois minha preocupaçnao já é outra..não sei se vou dar conta. Em apenas 10 dias tudo a minha volta mudou. Me ofereceram uma posição pra trabalhar com o que sempre sonhei (e recebendo médio mas com permissão pra ter um horário flexível e poder fazer as minhas coisinhas também), me encomendaram um artigo de 2000 palavras sobre ciência na América Latina (in English=$$$$$ big bucks), três grupos de lugares diferentes do país querem fechar parecria com a ONG que eu coordeno e hoje tudo que quero é ter energia pra ir ver o show do Ed Mota aqui na esquina.
Só de pensar em todo esse trabalho já me deu uma preguiça..e hoje sexta-feira de tarde eu estou deitada na cama com dois dorminhocos e esperando o download do meu mais recente show preferido (Rescue me) terminar para eu poder assistir. É isso, em comemoração as coisas que reolveram dar a volta na minha depressão e


-profile/016988792876050828740
2007-06-28T20:20:33.799-03:00
Saudades de Aspen Street
Talvez eu me sinta realmente em casa neste país, mas não me sinto em casa nesta casa. Morro de saudades do que ainda chamo de minha casa, lembro de como a casa ficava linda nessa época do ano, das flores no quintal pequenininho, das árvores balançando, do barulhinho do trem passando por cima do viaduto. Sinto saudades daqueles fins de semana, em que me fazia de pintora e assim pintei a sala de casa sozinha, num sábado de primavera. Quando acordei no dia seguinte estava tudo amarelo, incluindo os focinhos dos cachorros. Sinto saudades das frestinhas de luz solar entrando pela perssiana, de Moby e Bebel sentados na poltrona como dois cães de guarda, o que de fato são, além de muitas outras coisas que são.
O segredo é que no fundo no fundo eu acho que um dia vou voltar pra minha casa. Hoje fiquei com tanta saudades que fui no Google Earth só pra poder ter uma visão planetária da minha casa. E lá está ela, com seu quintal pequinininho, e lá está o gramadinho que ficava atrás da casa e onde Moby e Bebel iam jogar bolinha todos os dias. E lá está a casa da minha vizinha Collete, e de minha vizinha Anne, e o estacionamento, e a creche e tudo que um dia foi o ambiente a minha volta.

Quando penso na possibilidade de me apaixonar, penso que gostaria de conhecer alguém que tivesse interesse em morar nos EUA. Munida de amor em minha bagagem, mudar de volta pros EUA é tarefa fácil. Quando se tem dentro de casa tudo que se precisa pra ser feliz, viver nos EUA é ótimo. Aliás, viver em qualquer lugar é ótimo. Mas quando se está só, quando se vive na falta, quando se precisa de uma sociedade capaz de gestos de carinho e de tolerância, aí a terra do tio Sam é lugar cruel demais.
Sinto sadades dos meus sofás vermelho e laranja que ficavam no basement e onde nos aconhegávamos pra ver filmes. Quando vou até a sala aqui do lado, vejo um sofa laranja e outro veremlho, que como eu parecem ainda não ter encontrado seu lugar. Um dia coloco-os de um jeito, no outro dia mudo tudo, e continuo todos os dias tentando novas arrumações.
Um dia eu acho o Feng-Chui do meu coração.





-profile/016988792876050828744
2007-06-25T22:25:09.049-03:00
Enquanto ela ama e desama, eu lembro da falta que o amor faz
É de noite que leio os únicos blogs que realmente acompanho e fico me lembrando das idas e vindas da paixão e do poder que tem em mover palavras. Foi por pura paixão que inicie este blog, e também porque eu precisava sobreviver àquela paixão absurda que a cada dia movia um pouco mais as montanhas do meu luto.
Outro dia disse aqui que tinha pavor de me apaixonar novamente. Hoje já estou quase pronta para uma nova paixão, com direito a muitas lágrimas, noites mal dormidas e textos escritos com paixão.
Então preciso emagrecer, correr ainda mais, deixar de comer o biscoito wafer de chocolate que tem meu nome, distribuir mais sorrisos, prestar mais atenção aos olhares a minha volta e ser um pouco mais tolerante com o interesse alheio por mim.





-profile/016988792876050828744
2007-06-25T10:50:40.752-03:00
Meus 40 anos!


Um pouco de vida para todos nós!





-profile/016988792876050828742
2007-06-15T17:53:32.488-03:00
Hoje acordei com sono sem vontade de acordar
Hoje acordei com a garganta arranhando e fiquei com aquela quase febrinha. Isso tem acontecido comigo com uma certa freqüência desde que vim morar aqui na montanha. Eu acho que é alergia mas como tenho medo de ir ao médico, eu só vou descobrir o que é se não for alergia e for algo mais sério e um dia eu cair no chão e alguém me levar pro médico. Caso contrário, vou não, mas não vou mesmo. E vou seguir vivendo assim.
Mas olha que mesmo com quese febrinha e garganta arranhando eu fui correr. Me arrastei, bem é verdade, mas corri meus 5Kms em 31 minutos, que nem é tão ruim assim. Mas meu plano era correr já 7 Kms hoje. Saco!
Tomei umas bombas pra alergia e para sei lá mais o que e sigo vivendo ignorando os apelos de meu corpo que insiste que eu vá ver um profissional. Não vou, não quero, tenho medo, muito medo.
Incrível que as pessoas que convivem comigo acham que sou forte. Nunca vi ninguém mais medrosa do que eu e não tenho idéia de porque as pessoas tem essa impressão de mim. Eu só não tenho medo de dizer que tenho medo, mas o resto..Veja só:
Tenho medo de montanha russa e não vou nem por decreto
Tenho medo de avião mas vôo porque é necesário
Tenho medo de barata e de outros bichos
Tenho medo de médico e de hospitais, eles são mesmo muito aterrorizantes

Quanto a estar deprimindo, a coisa é que ser freelance no Brasil é coisa muuuuuuito difícil! E tem mais, criei uma ONG há quase 10 anos e quando explicamos que precisamos cobrar por nossos serviços, ficam todos chocados. "Mas como, não é uma ONG?" Aí tenho que explicar que é sim uma ONG e não é uma instituição de caridade.
Mas tá rolando um burburinho que vai abrir um concurso na universidade para uma vaga com perfil de profissional semelhante ao meu. O mesmo nariz, o mesmo feitio de rosto, o mesmo peso, o mesmo corte de cabelos..então se abrir eu vou concorrer e se passar não reclamo mais da vida, eu juro. Mas nem adianta que passando ou não..ao médico eu não vou. ATCHIM!





-profile/016988792876050828743
2007-06-14T21:16:24.781-03:00
To deprimindo
To sentindo que eu to deprimindo..Às vezes me dá vontade de abandonar qualquer pretensão de ganhar a vida com o trabalho intelectual e tentar uma coisa totalmente diferente. Sei lá, quem sabe uma super pousada pra cachorros onde humanos também são aceitos, ou então uma pastelaria, ou quem sabe um galinheiro, ou então pegar todo o dinheiro que tenho e investir em conjugados em Copacabana, ou sei lá o que. Mas o fato é que estou me convencendo de que fazer as coisas que eu tinha planejado pra mim e da forma que havia planejado não vai rolar. E não vai rolar porque eu vivo no Brasil com um modelo de trabalho que é americano e que aqui não funciona.
Eu trabalho 12 horas por dia, escrevo projetos, tenho idéias, falo com pessoas, faço contatos mas dinheiro, dinheiro que é bom..nada! Ou quase nada.
Mas não se preocupem porque tenho minhas econômias.Mas já me dei um prazo, se até junho do ano que vem eu não tiver alcançado o que busco...hum, acreditem, mas acho que pego tudo, ponho no container e dou meia volta. Veja bem, se isso acontecer será pura e exclusivamente por questões de trabalho. Nos EUA tem trabalho pra mim, eu acho. Sei lá, que papo mais super chato esse meu, tô mesmo deprimindo não é..apesar do skyponema de hoje onde demos gritinhos e mais gritinhos porque vamos juntas à Flip!!! Aiiiiiiiiiii..
O melhor pra mim, nesse momento da minha vida, seria conhecer um homem bem rico, lindo e apaixonado por mim que me pedisse em casamento. Será que é pedir muito?





-profile/016988792876050828743
2007-06-13T00:07:36.927-03:00
Aquele dia chegou
Um dia escrevi assim aqui:

Mais vai passar, um dia eu vou me esquecer de pensar em você, um dia eu vou me esquecer de lembrar de seus olhos, um dia eu vou me esquecer do barulhinho bobo da sua voz, um dia eu vou me esquecer que preciso te esquecer. E só nesse dia eu terei me esquecido de você.
----------------------------------------------
E esse dia já chegou há tanto tempo que eu até me esqueci de esquecer. Eu esqueci mesmo, de verdade, sem fazer força, sem fazer promessas, sem virar cuecas e nem matar galinhas.
Havia tanta energia sendo despreendida ali naquele ato do estar apaixonada que me pergunto o que terá acontecido com aquele turbilhão. Para onde foi aquela força? O que estava sendo diminuido de mim para que eu encontrasse energia para sentir tudo aquilo?
Hoje,, quando penso na possibilidade de me apaixonar só uma coisa me vem a cabeça "Cruz Credo"!
Tenho vontade de conhecer alguém, mas tenho mais preguiça, falta de tesão, e de interesse, do que qualquer outra coisa.
No sábado a noite eu sentei pra experimentar umas batidas que tô pensando em comprar pro meu aniversário, num lugarzinho que tem aqui perto de casa e do qual o dono estava arrastando uma bandeja pra mim.
Tomei mais que devia e acabei me embolando com o cara.
Ai se arrependimento matasse. O cara agora tá atrás de mim, já mandou sei lá quantos torpedos que eu não consigo nem ler que me dá um bolo no estômago. E pensar que com outro também de dois braços e duas pernas, e também de algo mais, eu queria tudo e com esse, arggg.
Hoje, finalmente, consegui enviar um torpedo que dizia, "preciso ficar só".
Aí ele me pergunta o que fez pra mim, e insistiu, e falou, e ligou, e mandou torpedo e eu tive que usar a velha saida George Castanza e dizer que o problema não era ele, mas eu!! Sim, o porblema sou eu..só não repeti a ladainha do não estar preparada, de não poder, de não querer, porque essa ladainha não ia caber na tela do celular. Será que ainda existe alguém que acredita nessas coisas?
Se eu fosse a mulher que gostaria de ser, teria dito "olha, só me embolei com você porque bebi demais e não tenho nenhuma vontade de reptir a dose. "
Mas falar uma coisa dessas é uma grosseria, aceitável mesmo é o discurso Castanza.
Hoje vi o primeiro capítulo da mini-série de Ariano Suassuna,,Gente parece obra do Fellini rodada no sertão do nordeste. Bonito, tudo muito bonito, mas chato, tudo muito chato. Não Suassuna, a estória é ótima, o problema sou eu, pode acreditar!





-profile/016988792876050828742
2007-06-09T08:47:02.011-03:00
Confia em mim!!!!


Meio pesado para o ponto do NOSSO soufle!!! Mas que ela é impagável, isso ela é.. Quem? Odete, queridos, a Odete!





-profile/016988792876050828744
2007-06-06T21:16:09.334-03:00
Philip Roth e as vacas da serra
Hoje me proporcionei um momento muito peculiar e aprendi coisas importantes. Quer dizer, não que eu tenha aprendido realmente, melhor seria dizer que transferi coisas que simplesmente pairavam sobre meu pensamento para o lado do cérebro onde são etiquetados com valores de tempo e de significado.
Foi assim:
Fui ao correio e até a simples tarefa de ir ao correio aqui na serra é só prazer. Até que a mocinha de cabelo alisado e lentes coloridas que sempre me atendia no post office de Takoma Park era esforcada e conseguia quase ser autêntica em sua simpatia politicamente correta. Mas isso não é nada comparado ao sorriso do Carlos Eduardo, que sempre me atende com a autêntica simpatia dos nossos. Mas olha que quando peguei no lap-top eu nem ia falar de correio e nem de Carlos Eduardo, e o simples fato de estar falado dessas coisas já evidencia o que hoje aprendi quando escutei a entrevista que o Philip Roth deu na NPR. Ha sim, preciso explicar uma coisa. Escuto NPR, a Rádio Publica Americana todos os dias, e no meu carro, quando vou da serra para o Rio, navegando naquela estrada simplesmente maravilhosa. Sim a estrada da serra para o rio é maravilhosa! Mas já não posso falar o memso do sentido contrário. Mas explicava que todos os dias eu carrego o meu Ipod com todos os Podcasts que me interessam e aí entram os Podcasts da NPR, e foi asim que eu escutei a emocionante entrevista do escritor Philip Roth quando hoje resolvi sair do correio e dirigir pela serra pra curtir as vacas que pastavam num dia de sol exuberante e de cor nem tão abóbora como aquela conhecida por Roth. Sim, eu já havia percebido isso também. A cor do astro rei não é a mesmo aqui embaixo da linha divisória, a também chamada The Hepiness Divider, também conhecida como Linha do Equador.
Mas parei o carro no meio do caminho da estrada que liga a cidade de Pedro à de Tereza, bem lá em cima, e deixei o rádio falando as palavras emocionadas de Roth e fiquei assim paradinha, ora prestando atenção em Roth, ora prestando atenção nas vacas de Tereza.
E Roth falava sobre a morte, num dia de sol tão lindo que tal assunto deveria ser proibido. Mas falava do esquema que aprendemos ao longo da vida, que o que todo ser humano espera é que primeiro morram seus avós, e depois seus pais e que seus filhos não morram nunca porque no dia que isso acontecer não estaremos mais aqui para registrar nem mortes e nem vacas.
E então ele disse que fomos treinados para aceitar tal transferência de mortes, que assim caminha a vida diriam..mas então ele tocou onde mais me tocou. Os amigos. Não sabemos onde a perda dos amigos entra no esquema mórbido e hierárquico das perdas. E dizia que algo muito diferente se passa quando entramos na fase da vida que os amigos começam a morrer.
Eu concluí que a perda de um amigo é uma perda horizontal e desprovida de hierarquia e tal sensação de horizontalidade (existe isso?) é quase como se um pedaço da gente morresse, literalmemente. Como se na verdade o que nós somos fosse como um polvo cheio de tentáculos que se misturam a outros tentáculos, que são àquelas pessoas as quais coroamos e pedimos que nos acompanhem ao longo desta jornada que é a vida. Esses são os nossos amigos, aqueles que coroamos. E para estes, não há esquemas mórbidos. Não sei se sou eu, ou você, que irá morrer primeiro, porque nossa caminhada se faz de mãos dadas.
E a outra coisa que entendi hoje quando escutava Roth falando na NPR, é que quando se começa a escrever não se sabe que destino a coisa terá. Ele dizia que um arquiteto, pelo menos, anda de lá pra cá com uma planta debaixo do braço, mas um escritor não tem idéia do que se passará a partir do momento em que dedilhar as primeiras palavras, e se quer pode saber se outras palavras serão jamais dedilhadas.
Hoje me sentei aqui pra contar pra vocês que sempre que escuto a música Sultan of Swings, do Dire Strait, que me lembro quando eles vieram ao Rio e onde na letra original eles diziam crew, no Rio eles falaram Rio e o Rock in Rio quase foi a loucura.
E das vacas...das vacas só fica o leite e a imagem delas pastando contra ao vento num dia de sol exuberante na serra.
Múuuuuuuuuuuuuuu





-profile/016988792876050828741
2007-06-04T11:18:09.120-03:00
Essa eh Para Ti
E não é que A. Sales me fez uma visitinha aqui pra me dizer que I'm in!!!! Curioso acho eu!! Não vou dizer que havia esquecido o assunto, porque tal acesso de Alzhemer precoce não seria possível. Mas pela demora da resposta achei que meu email não havia chegado, ou havia chegado e se perdido, ou não havia se perdido mas não havia agradado, ou havia agradado mas nem tanto. E não é que A. Sales me faz uma visita em pleno domingo pra me dizer, em palavras poucas e quase em código, que eu, Maria Antenada que "captei vossa mensagem" senhor, fui uma dos 30 selecionados para participar da oficina de crônicas da Festa Litearária de Parati!! E pra ser selecionada eu submeti duas crônicas e numa delas, se não me angano, falava mal da FLIP, sem nunca ter ido, claro. Tão típicamente eu, isso. O estilo da oficina é o de crônica, aquela coisa "Para Gostar de Ler". Lembra? E eu me idetifico com esse estilo, mas com um toque Carrie Bradshaw, quando estou mais inspirada e em guerra com o sexo oposto. Mas olha, legal mesmo é que vou participar dessa oficina. Legal mesmo. Talvez agora eu tome vergonha nessa minha cara e começe a escrever mais, muito mais. Notícia boa que me chegou na hora certa numa noite fria e sem lareira, e olha que eu tentei ligar a lareira mas a fumaça foi tamanha que me recolhi a minha ignorância.





-profile/016988792876050828744
2007-05-29T21:27:45.621-03:00
Estamos apresentando...
mais um capítulo da minha novela. Aquela novela que não acaba nunca e quando parece acabar vai direto para a se


-profile/016988792876050828740
2007-05-28T23:00:51.376-03:00
Leitores e leitoras do meu Brasil e de outras terras mis
Desculpem, desculpem, desculpem. Pela minha ausência proibitiva, pela minha falta de notícias, pelo meu silêncio, pela minha falta de idéia, de tema, de romance, de drama, e de palavras. Acho que enfim estou feliz. Porque estou sempre buscando e essa busca me faz construir, me reinventar, revinetar o mundo e pensar tudo de novo. Nesses últimos dias tenho sentido uma paz tão terrena, e tão nova, e tão relaxante que não há em mim berro ou dor, ou mesmo paixão, que me faça escrever um parágrafo que for. Não sei se minha vida perdeu a efervescência ou seu eu acabei por encontrar algo que há muito buscava. Posso falar e repetir o quanto é bom estar em casa depois de 12 anos "fora. O quanto é bom ouvir meu irmão ligar no domingo de manhã chamando para uma pedalada na praia (hum que não fui mas isso nem vem ao caso), e o quanto é maravilhoso ver essa transformação dentro de mim. De transeunte antipática que era, hoje sou só sorrisos. Sorrio pro porteiro, pro garagista, pra moça do banco, pro padeiro, pro frentista..Assim, de graça.
Não contei, mas quando estava em terras de Tio Sam, visitei o Dr. Shapiro, meu terapeuta. Ou será que a terapeuta era eu? Bem verdade que tiveram sessões que achei que o correto seria se ele me pagasse. Mas o que quero falar é do insight que tive numa das 2 sessões que fui.
Uma primeira coisa que percebi quando voltei foi que eu me acalmei. Deixei de pensar se ia ou não conhecer alguém, deixei de querer esbarrar com um homem maravilhoso na próxima esquina. Não que eu não pense ou não queira encontrar alguém, mas o fato é que "isso" deixou de ser o "pensamento do dia de todo dia". Eu me acalmei. E descobri que quem se acalmou, de verdade, foi meu coração. Porque aqui nessas terras o amor vem de várias formas e direções, ele me aparace na figura de um irmão, de uma prima, de uma amiga querida, e até de um porteiro atencioso. Aqui eu me sinto amada de um amor cotidiano, como se esse sentimento chegasse a mim diluído em pequenas doses ao longo do dia.
Na hora que me deito a cama, estou em paz. Fantasma nenhum vem me visitar. O silêncio existe mas não é opressor. Se eu fizer uma forcinha escuto o Tela Quente da televisão do vizinho ou a água caindo de algum cano, ou o porteiro conversando com alguém, ou o meu telefone chamando. Não me sinto só.
Ás vezes lembro da atmosfera triste dos meus domingos nos EUA, do sol na varanda e eu sem ter lugar pra ir para curtir o sol.
Hoje fez um dia lindo aqui na serra. Fez um friozinho mas fez sol. E eu fui até Niterói dar entrada no meu diploma (coisa que já devia ter feito há anos atrás) e passei horas dirigindo e vi a baia lá de cima da ponte, e vi as garças, e vi montes de motoristas mal educados e vi, finalmente, a professora Miriam, que eu já não via a uns quase 10 anos. E aqueles dez minutinhos de papo, regado a uma cafézinho cheio de açucar, made my day. And happy I drove all the way back home. But don't take me wrong. I do miss it all. I do. But I do suspect that what I really miss is gone for good.Better said that is gone for bad. And I'm gone to bed.





-profile/016988792876050828745
2007-05-17T22:58:48.311-03:00
Nao existe pecado do lado debaixo do Equador
A coisa foi rápida demais. Cheguei, comprei, preenchi papelada e me fui no primeiro avião. Desculpem, mas foi uma viagem estranha e quis vir correndo pra casa. Só que não deu e tive mesmo que pegar um avião. Aliás foram dois.
Fui na minha casa em DC que tá alugada, porque achei que havia deixado o controle do projetor por lá ( a casa foi alugada mobiliada). Entrei na minha casa, agora habitada por outros, aliás, muitos outros. Quatro adultos e três cachorros. Fui visita na minha própria casa, me convidaram a entrar, me ofereceram um suco, me disseram pra sentar na mesa. Estranho...
E desde que cheguei estou envolvida com a tarefa de reconstruir uma vida.
E dizem que é possível construir depois da destruição.
Mesmo que a destruição tenha sido uma imposição.
Aos poucos vou juntando as coisas e me vejo fazendo coisas que aprendi ao longo dos anos.
Gosto de deitar na cama com Bebel de um lado e o laptop do outro e gosto de escrever, navegar ou fofocar enquanto vejo novela.
Já fazia isso há pelo menos 1 ano.
Uso o mesmo esmalte dos tempos de Bethesda.
Comprei um litro de Maple serup pra comer com panqueca
Minha casa aqui tem o mesmo cheiro de vanila da Body Works, como a minha casa de lá.
E quando passa das 10 da noite o sono vem, Bebel boceja, se estica, se alonga, resmunga e me avisa que e´hora de dormir.
Boa noite.





-profile/016988792876050828742
2007-04-29T22:32:45.733-03:00
Enquanto isso, nos hemisferio norte..
Cai tanto pólen por essas bandas que hoje quase morri de dor de sinusite. Mas as flores estão lindas, vermelhas e roxas, e as casas continuam lindas, e todos continuam escondidos dentro de suas casas e num dia tão lindo como esse eu me pergunto onde está todo mundo. Onde estão as pessoas deste pais? Fui correr hoje, e imagino que eu corria perto da sua casa Elena, ali naquele lago que tem em M. Village. Tava lindo mas infelizmente, e literalmente, só dava eu. Todos e todas estavam trancados dentro de casa. Essa sensação de gost town sempre me foi muito constante durante os anos que vivi aqui nos EUA e sempre me causou tristeza e uma sensação de solidão muito grande. Porque é bom demais poder compartilhar um dia lindo como este com os transeuntes que também vivos como eu, estão ali curtindo o dia. Senti falta da minha casa nova, do ti-ti-ti que vem da rua, do barulinho do pessoal conversando na Pizzaria que tem dentro do condmínio e que fica na frente de casa, de Bebel latindo da varanda, das crianças fazendo bagunça na piscina, do pessoal jogando tênis lá em baixo, do porteiro falando no telefone, dos carros que saem e entram na garage...enfim, desses seres que na terra da cerveja me parecem mais vivos do que os daqui.
Veja bem...há muita coisa que curto e gosto aqui, as livrarias, o acesso quase que obseno à tecnologia, as flores lindas, leves e soltas, o respeito dos motoristas com os pedestres, e por fim, poder sentar numa livraria e em 2 segundos estar conectada à internet. Mas para mim, nada como a vida nas montanhas da mata atlântica que cobre o meu coração.
Já estou com saudades de casa, e casa, assim, de verdade, sempre foi e sempre será lá do outro lado que é do lado que é do lado de lá. Perai que eu já tô indo.





-profile/016988792876050828745
2007-04-18T15:10:39.260-03:00
Despesa e Prejuízo
Vou trocar os nomes de Bebel e Moby para Despesa e Prejuízo, respectivamente. Quando me pergntarem assim na rua..ai que bonitinho, qual o nome dele? Vou dizer com voz de mulher amargurada que nessa vida já viu de tudo..Esse aqui de cotoco careca e boca torta é o Prejuízo e essa outra aqui gorducha e mimada e que se acha a rainha do pedaço e a Depesa. Não senhor não mordem gente não...só mordem a minha carteira!!!
Poxa, falo assim porque agora já dá pra fazer piada! Moby ficou mal, com a doença do carrapato. Ficou caído e deprimido mas o veterinário acabou de me dizer, sem ainda me dar maiores detalhes, que os resultados dos exames saíram e que ele já está melhor. Acho que vai dar pra pegar aquele vôo na terça-feira! Eu ia sair amanhã, mas adiei a viagem pra semana que vem por causa do Prejuízo, digo, do Moby! Ufa!
Então, devo ficar umas duas semanas aí. Vamos tomar café, hein!

Lembrei do filme Edukators outro dia. Quem não viu ainda pode pegar. Foi Shi-shi que me indicou. E aconteceu assim. Tava eu voltando do trabalho e entrando no meu condomínio (ouvi dizer que Romário 999 comprou uma casa lá)quando lá em cima, onde estão as casas dos milionários, alguém colocou umas pedras pra fazer uma rampinha pro carrinho da obra poder subir não sei o que, e eu vinha com meu carro, e nem vinha rápido que não sou de correr, e não vi as pedrinhas e passei por cima das pobres coitadas e fez TAKUM!!!Parei o carro e vi a calota da roda de trás rolando que nem bêbado em fim de noite, poim poim poim...e parei o carro meio furiosa e perguntei: Quem botou essas pedras aqui? Aí um trabalhador se levantou, olhou o estrago no carro (além da calota também arranhou o meu Loy-que lembrem-se ..tem 3 meses apenas!!), entendeu o acontecido e lamentou o ocorrido. E na mesma hora se responsabilizou, disse que ia então pagar pelo meu prejuízo, disse que teria que pagar aos pouquinhos, que era trabalhador, pediu pra eu não falar com a patroa dele não, que ele ia perder o emprego, mas que a culpa era dele sim, que se responsabilizava, que queria pagar, e lembrou..mas tem que ser aos pouquinhos. Olhei pra cara dele, do outro que tava com ele, fiz uma boca meio torta no melhor estilo Moby e disse: Vocês quase causaram um acidente sério! Tenham mais cuidado da próxima vez. E fui saindo.
E ele disse, pode me cobrar, é o certo mesmo! E eu disse, nem sempre o certo é o correto. E fui mimbora que eu lá ia fazer o pobre coitado tirar do dele ou do da família dele pra pagar por uma calota bêbada...Bem capaz!
E eu transformo daqui, você transforma daí e quem sabe teremos um dia um mundo melhor onde solidão nenhuma possa corroer a alma e o coração de jovem nenhum. E que tenhamos todos mais paciência, e mais afeto pra destribuir. Nossa, como estou boa hoje!





-profile/016988792876050828743
2007-04-13T15:27:47.009-03:00
Outros ares, e muito bons ares..
Você pergunta de Buenos Aires mas nunca me disse quando vem à Itapavuna buscar as revistinhas do Tio Patinhas que seu maridinho querido (querido sim e de todas nós) mandou eu incluir no tal container. Fala sério!
É que passei a Semana Santa em Buenos Aires com 3 amigas gaúchas, todas solteiras e doidas pra arrumar uma confusão com um Portenho galante, charmoso e desenvolvido (bem mais desenvolvido que todos nós). E claro, arrumamos a tal da confusão, cada uma a seu gosto arregalou um Portenho que lhe caisse bem como uma alfajoras! E eu acabei me embolando com a coisa mais linda do mundo que me olhava e dizia "Me encantas"! Me lembrei agora de outro Portenho com quem já havia me embolado antes. Até que para uma preconceituosa desavergonhada eu até que abro os braços (sim, os braços) pros hermanos. Falei pra quem estava em volta e quisesse ouvir: Não vou fazer uma viagem a passeio como outra qualquer, eu vou lá cruzar a fronteira pra trabalhar o meu preconceito. É dever de casa de divã.
Poxa, dessa vez acho que dei um jeito na constante cara amarrada que tinha com os cabeludos. Talvez eu já esteja até gostando do Maradona (um pouquinho só, vá lá.) Mas o meu gatinho Portenho, que coisa mais linda!Dessa estória só conto mesmo isso e mais nada, porque ela vai ficar guardadinha no meu coração como uma lembrança boa e claro, uma lembrança Portenha.
Meu Mobynho tá com a doença do carrapato. Já tá medicado e vai ficar bem, mas o tadinho faz xixi de meia em meia hora. No início ficava segurando, até que liberei a varanda pra ele fazer aquele xixizinho aguado, mas o tadinho fica sentido. Acho que ele fica com vergonha de fazer xixi assim dentro de casa. A outra, aquela mimada, tá ótima e tem ido correr no parque comigo.
Claudinha, tô indo para ai na semana que vem! Quem sabe tomamos um café juntas! E querida Elena também! Mas vai ser visita rapidinha só pra resolver coisinhas do Tio Sam, assim precisamos combinar logo.
Fui!





-profile/016988792876050828744
2007-04-03T00:27:44.260-03:00
Dois de Abril de Dois Mil e Sete
Está marcado a ferro e fogo. Foi hoje que nem o sofá laranja, e muito menos o vermelho, meus queridinhos que por anos fizeram do meu basement um ambiente totalmente Almodovar, não passaram por porta nenhuma e não couberam na minha nova casa. Foi hoje que passei o dia roendo as unhas e fumando cigarros, coisa que já não fazia há muito tempo, a espera do caminhão que trazia em seu bau a minha vida vivida em outras bandas. Foi hoje que minha casa se empregnou pelo cheiro de Takoma Park, pelo cheiro peculiar das lojas de departamento americanas, que se acumulavam no ar a cada nova caixa aberta. Foi hoje que vi fotos, cartas, DVDs e sapatos- e como vi sapatos!- por todos os cantos deste apartamento que já me parece pequeno demais para me guardar. Foi hoje que a Santa Lu, de quem ainda não falei, deixou claro que na minha vida ela será muito mais que apenas uma doméstca. Foi hoje que pra mim também ficou claro que nunca quis e nunca serei A Patroa- Graças a Deus, que eu sou atéia e não posso me esquecer disso. E foi hoje também que Bebel arranjou uma ziquizira qualquer e tive que no meio de um sofá que não entrava e um copo que se quebrava,ir correndo ao veterinário descobrir que aquelas bolinhas na barriguinha dela (sim, barriguinha) não passavam disso-ziquizira. E foi também hoje que constatei por B menos A que os armários que aqui tenho não darão nem pro começo, muito menos pro meio e o que dirá pro fim! Tô um caco e amanhá tem o show espetacular do sofá vermelho que subirá até o primeiro andar equilibrado na corda no melhor estilo cirque de soleil.
Imagens do caos a seguir. E imagens também de quem, mais evoluído que eu, já sacou que não adianta estressar.







-profile/016988792876050828746
2007-03-26T16:56:12.412-03:00
Mundo Quântico
Outro dia eu subia pra Cidade de Pedro, que nem é tão grande assim-o Pedro-, quando a luz da reserva acendeu. Eu continuei com o carro bem solto até chegar no retorno, onde eu sabia que havia um posto da PF e quem sabe um Posto da Shell. Entrei num cantinho, parei o carro, abri as janelas e senti aquele calor entrar por dentro do carro com aquele cheirinho de mata Atlântica misturado com poeira da Serra. E assim parada fiquei por alguns minutos pensado no que fazer. Quantos Kms são daqui à Terra de Pedro? Será que tenho álcool suficiente? Meu medo era não chegar e ficar no meio da serra, que não tem acostamento. Enquanto eu pensava apareceu o Franklin, do literalmente, nada. Franklin Do Nada. Ele me sorriu e perguntou se eu precisava de ajuda. Expliquei o caso. Ele então me falou do posto que havia muito próximo, mas se eu fosse com o carro não teria como retornar e teria que descer até a cidade do Caxias. Agora então em outro dilema..E quando me debatia e analisava todos os prismas desta questão agora inútil mais naquele momento, fundamental, o Franklin sacou uma bicicleta de um bolso, uma garrafa plástica de 2 litros, vazia, de outro, e se ofereceu pra ir no posto buscar umas gotas de álcool pra mim, quer dizer..pro Loy (o carro). Mesmo? Você faria isso pra mim? eu perguntei. Claro, disse Franklin..o que não pode é a senhora ficar aí parada sem abastecimento.
E o Franklin saiu embaixo do maior sol quente pra buscar o líquido que me salvaria a vida, quer dizer, o dia. E fiquei pensando porque é que a senhora não pode ficar parada sem abastecimento se a senhora é uma anta e não se deu conta que tava na hora de dar uma paradinha no posto. Porque a senhora tem que ser poupada? E enquanto me perdia nestes pensamentos e em outros também, o Franklin voltou de garrafa vazia. Disse que no posto não havia nada. Me devolveu a nota de R$ 50,00 que eu lhe havia dado e me olhou de forma frustrada. Eu fui então atrás de uns trocados e tive que praticamente enfiar o trocado no bolso dele porque o Franklin não queria de jeito nenhum aceitar o dinheiro. Dizia que só tinha feito pra me ajudar. Disse que trabalhava. Disse que nem conseguiu resolver meu problema. E eu então falei que também queria ajudar, dei o dinheiro na mão dele, baixei os óculos escuros, liguei o carro e pedi pra que ele rezasse para que eu chegasse ao topo da serra. E fui.
Subi a serra em quinta, mais devagar que um caminhão de mudança e cheguei no final esbanjando uns dois litros.
No dia seguinte passei pelo mesmo local e procurei o Franklin. Só queria dizer oi, mas ele já não estava mais lá.
E nesse mundo quântico que vivemos, confesso que nem sei mais se Franklin Do Nada já esteve lá algum dia.





-profile/016988792876050828741
2007-03-20T14:57:10.018-03:00
Itapavuna!!
É lá que dizem que moro..mas moro não seria a forma correta de descrever o que está se passando dentro daquele apartmento de 165m2. Eu acampo. É isso que faço lá. Acampo com dois cães perdigueiros que brigam (entre eles e comigo) pra ver quem vai dormir com a cabeça no unico travesseiro da casa. Porque não tem coisa nenhuma ainda e eu já tô perto de ficar completamente doida com a falta de tudo. O computador tá no chão e eu num acesso de loucura entrei ontem num supermercado do tipo "tem-tudo" e comprei a mesa de computador mais barata que havia, só pra poder usar até as minhas coisas chegarem (provavelmente mais uma semana..zuu..zuuu.zuuuu). É que tô com um trabalho freelance maior do mundo, maior do que tudo que já fiz e com uma dedaline que burla as leis da física e se instala nada mais nada menos do que no dia de ontem. Isso mesmo! O maior trabalho do mundo a ser entregue ONTEM! E não tem uma mesa de computador, e a conexão wireless não funciona, e aí não dá pra trabalhar na cama e ver BBB7 ao mesmo tempo (olha, tem uma comunidade no Orkut que chama BBB pra Intelectuais..vai lá ver...ou tu pensa que eu sou a única provida de mais de 2 neurônios que gosta de ver isso..na na ni na nao).
Mas então, cheguei em casa carregando aquela mesa horrivel tipo Casas Bahia e quando abri a caixa me deparei com nada mais nada menos que 587 mil pecinhas e madeirinhas e madeironas e coisinhas que eu jamais seria capaz de decifrar. Claro que ainda me aventurei por pelo menos 1 hora, disse alto pra mim mesma que eu tenho um PhD e um pós-doc (coisa que não repito quando tô vendo BBB7, isso lá é verdade..) e coloquei do meu lado o colante que veio dentro do pacote que dizia que o Senhor é Meu Pastor. Depois concluí que o colante deveria ter sido adicionado a caixa pelo fabricante da mesma, para que o usuário após de 1 hora de tentativas frsutradas ainda pudesse manter a calma e a espiritualidade e não começasse a xingar a mãe do pobre coitado. Mas não teve nem meu senhor e nem meu pastor..Depois de 1 hora eu peguei um banhquinho que tinha lá em casa (violão não tinha) e coloquei o tampo da madeira que deveria ser o tampo da mesa em cima do banquinho e improvisei a mesa de que tanto precisava. Pronto. E assim trabalhei até as 11 da noite, e depois acordei as 3 da manhã porque roubaram meu traveseiro e roncaram na minha orelha. Tô levando uma vida de cachorro..ai que saudades dos tempos de cachorrona...





-profile/016988792876050828742
2007-03-12T20:45:48.923-03:00
Nao sabe brincar entao nao desce pro play, po!
Vai pode me biliscar que eu já sei qe nada disso pode estar acontecendo. Vai me bilisca, porque eu tô certa de que esse zum-zum-zum que eu tô ouvindo nao pode ser de cigarras e que aquela luz lá nem pode ser da quadra de tenis do meu condomínio, e que o Marcelo qe hoje me serviu um risoto de camarão maravilhoso por 20 real , lá no barzinho na esquina de casa onde fui com Moby e Bebel e ficamos de papo cm todos em volta nem existe, e o porteiro do meu prédio que hoje veio perguntar se Moby e Bebel estão se adaptando bem, e que lembrou do gatinho que ontem andava por estas bandas e que depois sumiu com a aparição dos meus babies é apenas uma fantasia, e que a sala de ginástica que tem uma esteira maravilhosa e que as 7 da amnhã é só minha e que fica em frete a um piscinão azul onde posso mergulhar quantas vezes eu quiser, é tudo ilusão e que a professora da academia do condomínio que hoje de manhã abriu o maior sorriso sincero e simpático pra mim nem pode ser real..vai, diz que é tudo um sonho e que tá na hora de voltar pro mundo das pessoas de cara amarrada, dos negões que falam palavras que não entendo, de uma neve que me esfria os ossos, de viznhos que são simpáticos mas que nunca conseguem deixar de ser apenas isso..simpáticos, que nunca conseguem evoluir na escala das relações humanas...nascem e morrem educados e simpeaticos, e somente isso. Fala pra mim, fala, que quando tomo a minha Itapava e saio trocando os 100 passinhos que vão do bar do Maurício até a minha casa é tudo fictíco, e que a Re e o Fa, meus vizinhos da frente nem são tão legais assim e que a Janete, a empregada da vizinh do apartamento de frente nem é uma daquelas pessoas superiores que já entenderam que na vida o importnate mesmo é só ser feliz. Vai, fala que tá na hora de acordar que eu já ando mesmo com um despertador no bolso que é pra me acordar num só sobressalto quando eu me descuidar e começar a achar que a felicidade está aqui, dentro dessa garrafa de cerveja que é a minha cidade. Um brinde a la Itaipava!





-profile/016988792876050828747
2007-03-16T15:10:47.916-03:00
Da janela lateral, do quarto de dormir...






Mando aí algumas fotos prematuras do meu apto alpino nas terras de Pedro. Vejam a vista do varandão da sala! E que cozinha, Meu Deus!
Ontem foi a primeira noite e sabe o que? Acordei com um enjôo danado que se prolongou pela manhã e que só passou quando botei um dramini pra dentro. Ou seja, meu corpo tá achando que tudo isso não passa de uma grande viagem, e pelo visto de balsa, e num mar bem mexido. Tô parecendo mulher grávida e desse jeito vou acabar pairindo uma Itaipava, e não vai demorar muito. Santo dramini, melhorei logo logo.
Levei os doguitos no parque hoje. Eles sairam correndo como costumavam fazer em Washington, e ficaram indo e voltando, e de olho nas aves e por fim deram um mergulho no riacho. Felicidade total!
Já conheci meus vizinhos da porta da frente, que muito gentlmente me cederam a senha da conexão wireless deles, o que me permite estar aqui. Já conheci o Kojak, e já entendi que ele é o homem que faz tudo por aqui, e também o chaveiro, e a empregada disse que ia passar aqui hoje mas não deu as caras.
E hoje tá o maior sol e apesar disso eu não vou poder estreiar a piscinas pois tenho que trabalhar. Ossos do ofício da vida de freelancer. Mas nâo tô reclamando não, o sonho de todo freelancer é ter mais trabalho do que pode dar conta, e esse está sendo o meu caso esses dias. E além disso tem o trabalho de verdade. Enfim, é trabalho pra todo lado e é por isso que eu estou com cazuza e também com Shi-shi..que quando o amor chegar, que eu dê a sorte de um amor tranquilo..porque se for pra dar trabalho, quero não. Quer dizer...Tá pagando quanto?





-profile/016988792876050828741
2007-03-10T23:10:50.152-03:00
Uma Itaipava, por favor..
Bebo uma Itaipava quase gelada, num apartamento de 165 m2 que está quase vazio. Hoje é o dia que me mudei para as montanhas e só não estou mais feliz porque na mudança de hoje vieram poucas coisas, uma cama de casal, um televisão de 13 polegadas que ainda não está conectada ao cabo (se ele qual for), uma geladeira que era da minha mãe e depois foi do meu irmão e aora é minha e também as coisas novas, devidamente compradas na Tele-Rio. O resto só chega em duas semanas. E estou muito ansiosa por este momento, muito mesmo. Mas só o fatod e sentir que tenho uma casa novamente já é maravilhoso. Sou daqueles que gosta de agrupar, de juntar as coisas e pessoas, de brincar de lego. Poxa, não vou poder continuar..Bebel acaba de me dizer que precisa ir ao banheiro. Escrevo mais tarde ou amanhã.





-profile/016988792876050828741
2007-03-10T07:36:53.506-03:00
Web 2.0 ... The Machine is Us/ing Us


Ó nós aí...





-profile/016988792876050828741
2007-03-21T00:25:07.059-03:00
Pontualmente as 9 da noite
No Brasil, a novela das 8 começa as 9. Pontualmente. E eu não sei que diabos o CJB viu de tão bom no meu último post. Mas o fato é que falava da novela, não..eu falava da pontualidade, não.. na verdade falava da falta de pontualidade. Ontem, bebendo algumas Itaipavas com a minha mais nova amiga, que é a gaúcha de Princeton que trabalha comigo, me atentei o quanto sou americana. Me atentei o quanto sou pontual, educada, o qualto levo a sério placa de PARE, o quanto dou a preferência ao pedestre, e outras cosas pouco vistas por estas bandas. E por mais chato que seja o país do Jorginho Arbusto (de quem é mesmo isso?) a minha postura de adulta, e de profissional, eu adquiri nos EUA e isso não quero perder não.
Já eu..o meu único problema é que eu gosto de Big Brother e não tenho vergonha de admitir. Diz a verdade..agora é super cool não gostar de Big Broher. Mas olha, vou explicar o que é: Big Brother é brincadeira de ratinho com ser humano, é estudo antropológico pra aprender como os burrinhos pensam, é coisa, de fato, muito importante e de grande interesse para a ciência. E dessa vez tem o Alemão. Acho que me apaixonei e vou andar por ai com a camiseta dele, que nem faz a mulherada do supermercado lá de São Bernardo. O homem, de tão incrível, se auto-denomina surfista, mesmo que more em São Bernardo..Go figure!
Vou me botar pra dormir que nem eu tô me aguentando hoje..Só bobagem..cês não devem mesmo ter o que fazer, agora me explica aí..se ler essa bobagem aqui pode, porque assistir o Big Brother não pode? hein? hein?? É tudo wikinomics, gente! É tudo colaboração em massa, tudo a mesma coisa. Orkut, Big Brother, YouTube, Wikipedia, Blogs..é o mundo interagindo, escrevendo, filmando, editando e, principalmente, votando..e o Alemão fica!





-profile/016988792876050828740
2007-03-07T20:35:42.660-03:00
No Porto de Santos
Meu container chegou essa semana no Porto de Santos. E dentro dele está a minha vida. Tem meus diários, meus livros, as fotos, todas as roupas, os CDs (dos quais quero me livrar porque na era da Web 2.0 "a coisa" já deixou de ser necessária) e tem um pedacinho da vida que vivi com o David nos EUA. Quado aquele projetor finalmente estiver montado na minha casa nova eu saberei então que os meus dois "eus" finalmente se juntaram e agora sim, poderão virar uma coisa só. E poderão se jogar no sofá vermelho, ou no sofá laranja, e poderão ver todos os 200 DvDs, e escutar todas os CDs, e vestir todas as roupas e cozinhar em todas as panelas, e beber vinho em cada um dos cálices que inetiros chegarão. Hoje fui novamente na minha casa nova para tirar algumas medidas e a única coisa pequena ali era a minha fita métrica, que não deu conta de medir o tamanho da minha felicidade. Já adotei aquela cidade pra mim, já decidi que vou viver ali por muitos e muitos anos, já resolvi que vou até arriscar me deixar ser um pouquinho feliz.
Ali, no Porto de Santos, estão todas as coisas que por mim aguardam, que aguardam pelo canto mais agrádavel, pela meia-luz na hora certa, pela tinta atrevida que irá lambuzar as minhas paredes, e por mais uma tentiva de que comigo irão construir o Feng-Shui nas montanhas imperiais onde o sol bate, aquece, mais nunca queima.





-profile/016988792876050828744
2007-03-03T08:31:42.527-03:00
Quase 1 ano depois...
É verdade, no dia 29 de Março meu blog completa 1 ano. Fui lá nos meus arquivos para ver como comecei este blog. E comecei com uma crônica cujo titulo era "Cartilha da Relação Neurótica". Naquela época eu ainda estava completamente enlouquecida por aquele paraguaio falsificado. E agora, menos de 1 depois, mal lembro que ele existe.. Embora, e sou réu confesso, eu lembre muitas vezes de que ele um dia existiu.
Sábado que vem eu me mudo para a terra da cerveja carioca! É um lugar de sonho total, o apto é enorme, e o condomínio tem tudo, 2 piscinas, quadra de tênis, e coisas mais. Como diria meu irmão se ele falasse comigo (sim, estamos brigados pela primeira vez na vida)..estou que nem pinto no lixo! E morrendo de medo, claro. Fico logo achando que a felicidade é tão grande que alguma tragédia vai acontecer. E é então que me dou conta de que a tragédia já aconteceu, eu já paguei seja lá qual fosse a dívida que tinha e agora tenho mesmo é que aprender a ser feliz. Talvez seja também falta de uns kilômetros corridos- desde minha ida pra Brasília que não corro. Eu sei..eu sei..hoje mesmo já vou sair batendo perna, pode deixar.
E essa semana foi a minha primeira no trabalho. A pessoa que trabalha no mesmo projeto que eu, e na mesma sala, não podia ser melhor. É uma menina da minha idade (ha!!menina!!), que também acabou de voltar dos EUA depois de ter ficado lá uns 10 anos e tá num pique muito parecido com o meu, e logo que nos conhecemos já nos demos super bem! Ou seja, na terra da cerveja já saímos para beber todas!!!
Poxa, looking back..em menos de 1 ano eu realmente me re-inventei totalmente! Era freelancer e fumante em Washington e apaixonada por um mulherengo paraguaio. Agora sou "trabalhadora" corredora livre como o vento e prestes a viver na terra da cerveja carioca. Agora vou te falar...deu trabalho sim, muito trabalho. Mas valeu!





-profile/016988792876050828744
2007-02-25T19:56:10.224-03:00
Corrupção


A mudança está em nós!





-profile/016988792876050828744
2007-02-25T20:39:48.441-03:00
A lembrança de uma memoria
Hoje, enquanto o Monobloco saía, eu entrava. Entrava pra dentro de casa que já tô mais que legal dessa coisa de Carnaval, mesmo sem ter participado de forma explícita, somente acidental, do carnaval deste ano. E quando caminhava em direção ao meu ap, onde Moby e Bebel já estavam no oitavo cochilo depois de uma manhã na praia, passou sobre a minha cabeça um helicóptero. E hoje é domingo, e hoje faz sol. Então me lembrei que quando eu movara nos EUA e ouvia um helicóptero passar sobrevoando meu quintal num domingo de sol eu imediatamente era tele-transportada pro Brasil e na minha cebaça chegava a imagem de uma Praia de Ipanema lotada. Eu até ouvia o vendedor de biscoito Globo, sentia o cheiro da maresia, o ti-ti-ti na rua, eu sentia tudo. Não me levou muito tempo para que eu entendesse que durante muitos anos da minha vida eu havia visto e escutado o helicóptero dos salva-vidas sobrevoando o céu azul da Praia de Ipanema e por isso essa imagem ficou imprintada na minha cabeça. Mas hoje o que ocorreu foi interessante demais. Essa imagem deixou de ser uma imagem natural que fez parte do cenário da minha infância e dos meus dias cariocas e passou a ser uma imagem que me remete a um momento de saudade da própria imagem. Ou seja: ver o helicóptero sobrevoando o céu num domingo de sol não me remeteu ao próprio helicóptero e nem à Praia de Ipanema. Me remeteu ao quintal da minha casa em Washington, quando eu olhava pra cima e pensava na Praia de Ipanema num domingo de sol lotada. Ou seja, até mesmo a lembrança do que somos parece estar em constante transformação. E a minha transformação, esse ano, não deixou dúvidas. De Carnaval não quis saber, de me acabar, nem pensar. Sabe porque? Porque eu sempre fui àquela carioca fujona que ou saía da cidade ou fazia o circuito sala-de-cinema durante o carnaval. Só tive qualquer interesse pelo carnaval quando ele deixou de ser parte da minha vida e virou a festa exótica de muitos, quando eu já não mais morava na cidade e aí passei a ter saudades do que jamais havia curtido antes. O carnaval. E foi também assim que hoje senti saudades do momento em que sentia saudades de algo que jamais tive, sentada sozinha e saudosa no backyard de uma casa em Washington.





-profile/016988792876050828743
2007-02-22T16:42:49.036-02:00
Isso aqui tambem e Brazil ia ia
Na recente visita virtual que fiz à Paula em Napoli, escrevi um comentário que deu origem à este post. Eu falava pra ela sobre voltar pro Brasil. Precisamos voltar, eu disse. Se a geração de nossos país tinha uma país pra construir, a nossa tem um país pra concertar. E aí a gente escuta como resposta aqueles argumentos sobre a violência do Rio e de São Paulo..mas olha, o que quero perguntar pra vocês é o seguinte: Porque morar num subúrbio dos EUA pode, mas morar em Ribeirão Preto nem pensar? Foi essa a resposta que obtive de um casal amigo de psiquiatras, que mora numa cidade completamente sem personalidade e desprovida de qualquer charme num subúrbio do estado de Maryland. Numa noite de Thanksgiving, quando eu já havia decidido sobre a minha volta eu perguntei pra eles: Porque vocês não voltam pro Brasil? O que os EUA oferecem pra vocês, dois psiquiatras com excelentes currículos que poderiam montar consultório em qualquer cidade brasileira? Os dois, paulistanos, falaram da violência de São Paulo, dos engarrafamentos na marginal, do buraco no metrô, do Maluf e se mostraram descontentes. Então eu disse que o Brasil não era apenas São Paulo e Rio e perguntei porque não iam para Ribeirão, ou São Carlos, ou qualquer outra onde se fala porrrrrta. E escutei deles a frase "fazer o que em Ribeirão?" O mesmo que vocês fazem em Rockville, eu disse. Só que lá vocês podem participar da vida do pais. E como é isso? É assim. Você pode:
1- apoiar algum dos muitos movimentos do terceiro setor
2- mandar cartas pra jornais e editores
3-votar nas eleições
4-empregar pessoas
5-ensinar um pouco da ética em se viver em sociedade, que qualquer pessoa aprende depois de morar nos EUA por alguns anos

E há muitas outras coisas. Mas o argumento central é esse. O Brasil é grande demais e há muito pra se fazer aqui. Não conheço ninguém, que tenha formação e que esteja mesmo afim de correr atrás, que esteja sem trabalho.
Apesar de tudo que têm acontecido, sou uma otimista.
E hoje me levou apenas 3 horas para que eu, pessoalmente (e portanto sem a ajuda de um despachante) regularizasse meu CPF, tivesse uma segunda via de um documento do Detran tirado e tivesse um novo título de eleitor emitido. Agora, eu poderei usar o poder do meu voto para coisas mais importantes do que decidir se o Alemão e seu triângulo amoroso ficam ou não na casa do Big Brother Brasil. Habla sério!





-profile/016988792876050828749
2007-02-20T21:48:11.826-02:00
E Brasilia bombou..
E bombou porque eu tava com gente querida, com gente bacana. Porque no sábado enchemos a cara e ficamos no meio da rua (dizem que Brasilia não tem esquinas, e será então que também não tem meio?) cantando a mesma marchinha de carnaval, e desconfio que única, de um grupo muito animado auto-denominado É No Gógo! Agora me diz, o que esperar de uma galera de seus 40/50 anos, que no meio da rua em Brasília cantava alegremente É no gógo, é no gógo, é no gógo que eu vou ser feliz?? Fala sério! Foi simplesmente o máximo! Dia seguinte távamos estragadas de tanta felicidade havíamos adicionado aos nossos gógos. Tentamos ir de novo pra rua mas quando percebemos que estávamos preocupadas demais se aquela espuma nojenta ia ou não alcançar nossos belos cachos, percebemos que não estávamos mesmo no clima e fomos pra casa. Não lembro direito o que fizemos no domingo de noite..acho que ficamos batendo-pao, e falando mal dos outros, e falando bem do Mia Couto (escritor de Moçambique), e prometendo que no dia seguinte correríamos 8 Kms. E foi assim que aconteceu.
Comecei a ler um livro sensacional, é o Neve, do turco que ganhou o prêmio Nobel de literatura, super recomendo. Depois ponho aqui umas coisinhas pra vocês. Mas agora não vai dar porque estou de saída pra ir curtir um dos últimos dias dessas minhas férias de mais de um ano, que já me pareciam intermináveis.
E vou já me preparar porque a Paula me prometeu uma viagem "na real" em Nápoles..e eu que já sou chegadésima a um italiano, fiquei bem animada viu Paula!! E agora descobri que a lei de Portugal mudou e eu posso pegar meu passaporte português!! Já pensou, euzinha na Itália? Caramba, mal cheguei no Rio de Janeiro e já tá dando coçeira!! Juro que vou ficar por aqui, eu juro. Pelo menos até o gógo encher de novo. Fui, galera!





-profile/016988792876050828745
2007-02-17T00:46:37.472-02:00
Daí de Beijing..
Essa coisa de blog é realmente um fenômeno interessante. Tenho um leitor em Beijing. E não tenho a menor idéia de quem seja. Não são como os meus leitores da Virginia, de Bethesda, Brasília, ou Porto Alegre , que esses eu conheço bem. É alguém que não tenho a mais vaga idéia de quem seja. E de vez em quando aparece aqui, me lê e quem sabe até deixe comentários. Lá de Beijing ele fica sabendo, por exemplo, que hoje o cão Moby brincou por duas horas initerruptas com sua bolinha na Praia do Diabo. E que mais tarde quando chegou em casa, e depois de ter tomado o merecido banho na pet da esquina, ficou puxando da perna. Eu falei pra ele que não era pra exagerar na bolinha , mas você acha que ele me ouve? Faz uma cara como se eu estivesse falando outra línga. Qualquer uma, diga-se de passagem.
E lá de Beijing ele fica sabendo, praticamente em tempo real, que o cão Moby vomitou muito hoje de noite e temendo que o canino tivesse desidratado, adicionei uma pitada de sal e outra de açucar no água dele e produzi assim o primeiro Gatorade para cachorros.
E me pergunto se o leitor que se encontra na terra do porco acre-doce, é alguém de Macau, ou quem sabe um desses Recifenses que resolveu voltar pra casa.
Estou começando a construir uma obsessão dentro de mim. Quero ir à Tokio! Mas acho essas viagens turísticas um saco e totalmente irreal. Imagina que o alemão que aqui estava na semana passada andando pela praia de Copacabana provavelemente nada soube de João Hélio, e andava pela orla com aquela cara de quem tá entendendo tudo. Vejo os turistas na praia de Copacabana e fico imaginando que eles acreditam estar realmente no Rio. Esses aí nunca vieram ao Rio. Vieram ao calçadão da putaria, e depois vão embora acreditando que no Rio só tem puta. Hoje quando eu saí de carro as ruas estavas desertas, mas o calçadão estava lotada. Os cariocas já se foram há muito tempo, ficaram apenas os gringos, as putas e os flanelinnhas para juntos pularem o carnaval abraçadinhos. E morro de medo de fazer uma viagem idiota dessas. De ir parar a numa área de gringo, de ir parar no “show de mulatas” versão japonesa. O que eu queria era ir pra Tókio pra encontrar com alguém que me levasse no “Posto 9”, no “Baixo Gávea” e nos lugares interessantes e frequentados pelos formadores de opinião (fala sério..você disse isso mesmo? Rídicula- Aí esse meu alter-ego, cala a boca! Não calo! Cala sim!!!). Mas como eu dizia…os cariocas já se foram e se Deus e seus controladores permitirem, amanhã eu pego meu vôo rumo a capital. E se preparem, que nessa viagem de carnaval, a gringa aqui ainda aposta que Brasília vai bombar!!!! ;0)





-profile/016988792876050828743
2007-02-15T12:30:58.644-02:00
A reduçao da menor idade...
Sabe o que vai acontecer se a lei de redução da maior idade for aprovada?
Iremos ver meninos de 14 anos comentendo os crimes que hoje são cometidos pelos de 16.
Iremos ter criminosos ainda mais "mirins"
É somente isso que vai acontecer.
E mais nada.





-profile/016988792876050828743
2007-02-14T16:47:31.300-02:00
Nao quero nem falar disso
Tenho que confessar que eu também quase entrei na onda do "não quero nem falar nisso". Que depois das palavras que expressavam o horror total do que ocorreu há poucos dias por aqui na cidade maravilhosa ( e que nem preciso dizer o que foi porque você sabe muito bem o que é e eu nem quero "falar disso"), essa foi a frase mais ouvida. E sabe de uma coisa, acho que o "não quero nem falar nisso" não foi uma expressão de horror. Acho que era expressão de culpa e vergonha seguida de medo. E também a certeza de que nada pode abalar o bunda-lêle interminável que ocorre na cidade do samba, ainda por cima às vésperas do carnaval. Não pessoal, não podemos deixar a peteca cair então é melhor "nem falar disso". Não falo da televisão ou do povo. Falo da classe média. Aquela que anda de vidro fechado e escuro pela via expressa que leva ao centro da cidade todas as manhãs, aquela que vai ao teatro, que se diz amante das artes, que se auto-denomina formadora de opnião. Nunca entendi esse conceito.
Confesso que fiquei absolutamente chocada ao descobrir que a maioria das minhas amigas, uma com um Citroem do ano numa garagem de um prédio de luxo da Barra (me desculpe, mas não omiti minha surpresa pra você) tem uma carteira de estudante falsificada pra poder pagar meia-entrada no cinema. E num almoço no Japonês da Lagoa onde ao final pagamos uma conta de R$200,00 ela tentava me convencer de que realmente precisava da identidade estudantil falsificada para poder ir ao cinema. E ainda disse "todo mundo tem" ao que respondi prontamente "eu não tenho". A outra me ofereceu para usar a carteira de seu plano de saúde, em seu nome. Não sei o quanto as pessoas se dão conta de que essas atitudes tem nome e chama-se corrupção. E também me dei conta que eu mesma sou corrupta. Sou corrupta quando vou aos EUA e trago um computador já com a intenção de vender e sou corrupta quando copio um software. E é por isso que eu nem quero falar nisso. Porque, no fundo, aqueles quatro idiotas não são os únicos culpados. Todos nós somos. Que vergonha. Que horror. Bora mudar o rumo dessa prosa. Amanhã vai dar sol. Eu acho.





-profile/016988792876050828744
2007-02-11T03:30:50.275-02:00
Melhor estilo Tapa na Pantera
Pois não é só de água fria que está gata aqui tem medo. Eu tenho medo de tudo que está fora do meu controle e de nada que está sob a minha pilotagem. Já me falaram, e nem sei quantas vezes foi, que passo a idéia de auto-suficiente, de independente, daquela que não precisa de ninguém e eu, de minha parte, digo apenas que nunca antes a percepção de uma pessoa esteve tão longe do que ela realmente é.
Hoje descobri uma coisa nova. É a cerveja virtual. Tomei uma cerveja virtual com meu querido CJB. Ele lá de sua cozinha em Arlington, e eu de meu quarto no Posto 6, nos falamos e nos vemos -sim porque o vídeo-telefone já deixou de ser previlégio dos Jatsons há muito tempo. Abri uma Brahma daqui, ele não sei o que de lá e assim ficamos por mais de 1 hora. Me mostrou seu apartamento novo, eu mostrei o Moby roncando.
E agora tô numa moleza de noite de domino que só não é melhor porque não é pós-praia. Hoje choveu muito por aqui. E eu tô mole demais pra escrever alguma coisa que preste, embora tenha pensado tanta coisa bacana interessante. Vou fazer uma lista que é pra não esquecer.
Já esqueci.Mais essa eu vou ter que deixar para amanhã.





-profile/016988792876050828743
2007-02-01T19:37:33.923-02:00
Vimimbora quando a hora chegou
O playboy apareceu, o carro chegou, a Petrópolis eu fui, o sol se fez na cidade maravilhosa e eu fiz as unhas. Da mão e do pé. Passei 3 horas hoje no cabelereiro. Eu fiz:
a mão
o pé
depilei meia-perna (pra economizar)
pintei o cabelo de uma cor indescritível e não identificável e ainda não sei se amei ou odiei
fiz escova

Viu como eu fiz coisa hoje? Tô até com vontade de tirar um "power nap" pra recompor as energias.
Tava pensando hoje enquanto comia sushi e comia aquele rolinho que tem uma coisa que é assim meio indiscritível como a nova cor do meu cabelo e quecream-cheese á coisa mais parecida que me vem a cebeca, e enquanto não vinham me comer (mais sobre isso em outro momento!!), mas pensava eu sobre essa coisa de voltar a ter patrão, de ter um horário (por mais flexível que seja o novo trabalho eu terei um horário) e de não mais poder passar o dia de camisola na frente do computador, de não mais passar o dia cercada pelo meu corpo editorial canino (Moby e Bebel) e tudo isso veio a cabeça enquanto botava o rolinho na boca (já disse que mais sobre isso depois) e me perguntava se vou conseguir, depois de passar um ano inteirinho ocupadíssima com as unhas, as dobras, as coxas, o fôleg, as corridas, as viagens e claro..tinha também aquele homem que ocupava um espaço na minha vida que é atemporal. Será que vou conseguir ter uma rotina novamente?

Não sei. Só sei que ontem fui à festa da mulher da minha prima e olha te digo que essa galera GLS sabe fazer festa. Fiquei lá dançando até altas horas, e até bebi meu Cosmopolitan.. E sabe o que foi o mais legal da festa? É que eu me diverti sozinha, dançei pra caramba, feliz da vida. Quado cansei disse tchau a todos, peguei um taxi e vimimbora!
Essa capacidade de se auto-divertir, ou seja, de ser o senhor, ou melhor a senhora, todo provedor da própria diversão é um presente que acontce poucas vezes na vida. Para tal, há uma gama de fatores que devem ser levados em conta. E a receita é a seguinte..Anote aí:

1)Não se pode estar com nenhuma dor, tipo dorzinha de cabeca, de dente, de ouvido ou de barriga..Cólica então..nem pensar
2)Não se pode estar com roupa que tá apertando, ou que tá marcando, ou que fica subindo, ou que vive descendo, ou que tá aparecendo, ou que tá cubrindo..Enfim..não pode se estar vestindo uma roupa que requesite muitos cuidados. Afinal você não quer passar a noite de bába de seu vestido!
3)Não se pode estar à caça de ninguém..nem de homem, nem de mulher, nem de nada. Tem que se estar totalmente só mas deve se estar feliz nesta solidão
4)Não se pode estar preocupado com dinheiro..quanto posso gastar? será que posso beber mais um drinque? quanto é isso ou aqulo? Enfim..nada de ter que fazer contas. Veja que isso não significa que se tem que ter muita grana..mas apenas que lá, na hora H de ser feliz, não é o momento de ficar conta. As contas já devem chegar prontas caso haja problemas com dinheiro
5)Não se pode ter preocupação com a forma como se irá voltar pra casa..Isso já tem de estar resolvido, casa hajam possíveis complicações
6) E finalmente, não se pode passar a noite fazendo papel de cabide de bolsa, ou na paranóia de onde "está a minha bolsa?"

Siga estes meus conselhos e você será feliz. Nem que seja apenas por uma noite. E quado a noite acabar..você sevaiembora e pronto!





-profile/016988792876050828745
2007-01-26T18:51:04.918-02:00
Perdeu Play!!
Essa cidade tem um plus a mais! É como se diz aqui…um plus a mais. Adorei isso. E esse resgate da coisa playboy também é engraçado. Tem um amiguinho do meu clube de donos de cachorros do Parque Garota de Ipanema..ha sim porque isso virou um clube, só falta a carteirinha e a camiseta..mas o amiguinho diz que eu só tenho coisa play. No início não entendi, depois de alguns dias de cidade entendi: coisa play..coisa de playboy..coisa importada. Mas é que sou uma carioca importada, com um pé lá, outro cá e pés em todos os lugares e pé em lugar nenhum.
Coldplay. Escuto The Speed of Sound. Vou corer hoje na orla de Copa ouvindo ColdPlay e esperando o Fábio chegar de terras do sul. Uma cerveja, outra cerveja, outras várias cervejas…Lembranças, tristezas, fofocas…de uma vida que ficou. Preciso correr, pra qualquer lado que seja mas só se for agora! Já é play!!!!





-profile/016988792876050828742
2007-01-22T15:28:39.825-02:00
Eu tive um sonho
Bem que eu te disse que você não precisava se preocupar quando eu apareci assim sem avisar, totalmente tonta e meio entorpecida. Realmente a minha chegada daquele jeito foi muito estranha mesmo. E o fato de que eu não conseguia lembrar como havia chegado até Brasília, adicionado àquela sensação de entorpecencia só podia mesmo significar uma única coisa: aquela aparição minha em Brasília era mesmo um sonho. Eu não tinha estado lá, ainda. Quando acordei me certifiquei do fato quando vi Bebel toda esticada na cama e dando os primeiros bocejos. “Não te disse?” falei alto. “Era apenas um sonho.”
Depois, com o correr do dia me esqueci por onde havia andado na noite anterior. Mas agora, sentada no computador e depois de passar horas trabalhando, me lembrei que ontem quando fui correr na praia pensei que ia ser legal demais correr com você em Brasília. E por conta da ansiedade, nem esperei pra pegar o avião que me levará até a capital no Carnaval. Ontem, antes de dormir, vesti meus tênis sonhadores, fechei os olhos e cheguei aí num suspiro.





-profile/016988792876050828744
2007-01-22T09:31:46.093-02:00
Lagarta ao sol
Comprei o carro e não foi um Marea, como sugeriu o Fábio. Foi um Space Fox. Bonitinho e vejam só..com air-bag. Pronto, isso tá resolvido. Agora o próximo passo é achar um lugar bacaninha pra morar lá pra cima. Tô ansiosa. Com tudo. Me sinto em compasso de espera, embora eu esteja ainda trabalhando como freelancer e com a corda no pescoço. No sábado fui a praia pela primeira vez desde que cheguei. Quanto a isso, o Rio tá esquisito porque o sol tem brilhado muito pouco. Mas no sábado brilhou e eu me deitei ao sol como um lagarto á procura de calor. E aqui tem calor, mesmo quando não tem sol. Vou trabalhar.





-profile/016988792876050828743
2007-01-19T08:09:14.282-02:00
Com medo de ser feliz
Hoje fui até Petrópolis conhecer o lugar onde vou trabalhar. Eu amei. Das instalações, ao local, á comidinha caseira do refeitório, ao cubano gatinho (e separado!) que trabalha lá. Gostei de tudo. Tudo parece perfeito demais e da última vez em que as coisas pareciam perfeitas demais na minha vida, acabou dando merda. Confesso: Tenho medo de ser feliz!
E olha, não vou trocar o Posto 6 por Itaipava-ou seria Araras, ou Nogueira?-. Vou ficar com os dois! É que tenho fome! Minha vida vai ser assim:
Na segunda pela manhã eu vou dar aula numa escola pra lá de cabeça e depois pego o carro (mais sobre isso abaixo) e vou pra Petrópolis. Passo a semana em Petrópolis trabalhando, vivendo e é lá que será a minha casa oficial. Pintou uma festa no Rio no Sábado, ou um cinema ou simples vontade de ir á praia? Pego o carro e desço pro Rio e fico até a segunda pela manhã. Ou seja, o apêzinho do Posto 6 permanece.
Mas e o carro? Tá um dilema achar um carro do jeito que eu quero. E não é que eu seja uma mulher super exigente na hora da compra..Lembrem-se..eu sou aquela que compra a geladeira sem tirar as medidas do espaço na cozinha, idem para a compra da máquina de lavar e de secar, que ao invés de comprar uma á gás, como deveria de ser, comprei a elétrica. Portanto, não se trata de consumidora exigente ou cri-cri..E o que quero não é assim tão estapafúrdio (agora me diz..como você diria, em inglês que algo é estapafúrdio? Não ia rolar..)..
Mas sabe que pensando agora acho que tem aí uma mudança de padrão sim na forma como consumo..Será que o meu perfil, enquanto consumidora aqui é diferente? Veja bem, eu entrei numa loja dos EUA e nada sabia de carros ou qualquer outra coisa e saí com um Toyota Prius que na ocasião eu nem sabia que tava comprando um carro-cabeça. Isso só veio depois. Nem fiz muitas perguntas e nem nada..Mas agora..caramba, já liguei pra todas as lojas de todas as marcas aqui atrás de um carro que tenha air-bags, espaço atrás pra Moby e Bebel, que seja álcool e gasolina mas que não tenha CD player porque eu quero botar o toca-fitas que eu trouxe dos EUA pra poder ouvir meu Ipod com aquela paradinha pro toca-fitas. Esse carro aí simplesmente não existe.
O fato é que ao escrever estas linhas vejo claramente que há uma mudança de perfil sim. Vocês acham que eu perguntei se meu Toyota Prius tinha air-bag, quando fui comprá-lo? Claro que não (mas claro que tinha). Isso foi assunto que nem me passou pela cabeça. Mas aqui, quando contei para as 500 pessoas que estão a minha volta que eu estava em busca de um carro, todas deram opiniões, indicaram corretores, lugares, contaram experiências felizes e infelizes, aconselharam, e me disseram: Não esqueça do air-bag!
Então, é disso que eu falo quando digo que aqui no Brasil há um mundo além de mim. A minha existência aqui incorpora a vida, as estórias e as experiências de um milhão de pessoas. A chance de que eu não soubesse que haviam duas possibilidades para a minha secadora, se estivesse no Brasil, seria ZERO!
E depois, quando eu finalmente achar o carro certo pra mim, vou poder compartilhar este prazer com todos. Do meu Prius, poucos souberam, poucos curtiram.
Viver nos EUA é como aquela piada do cara que tá numa ilha deserta e encontra com a Sharon Stone. Depois de transar com ela, o cara fica deprimido e explica: Qual a graça de transar com a Sharon Stone se não há ninguém pra contar?
É mais ou menos isso.
Aqui tem gente pacas pra contar, pra perguntar, pra dar opinião, pra compartilhar.
E é assim que deve ser.



-->